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A História da Gaita de Boca

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Por Thiago Rodrigues (www.mundomax.com.br)

Harmônica, gaita de beiços, gaita de sopro, no nordeste “realejo”, se você veio recentemente da Europa “harmónica”, ou simplesmente, Gaita de Boca. De muitos nomes, com muitos mitos, o fato é que a gaita de boca é um instrumento encantador. Hoje vamos nos ater a história.

A história
O princípio de palhetas livres, conceito básico de uma gaita de boca, é uma arte milenar. Mais precisamente há 5.000 anos. Isso mesmo a Gaita de Boca era um antigo instrumento chinês, o sheng (imagem abaixo). Quando começava-se a desenvolver a técnica de palhetas livres. Técnica que também gerou uma grande família de instrumentos acionados por foles ou bombas de ar, como o acordeão e a melódica. Em órgãos é comum que alguns tubos sejam flautados e outros utilizem palhetas livres para produzir sons com timbres diferenciados.
Porém, a gaita não é um instrumento típico Chinês. A harmônica que conhecemos é um instrumento criado na Alemanha. Foi em Berlim, em 1821, que Friedrich Bushman, aos 16 anos inventou a AURA, para estudar a influência da corrente de ar no som. Sua invenção era essencialmente um conjunto de quinze diapasões, todas notas sopradas, conectadas a uma armação de metal.
Alguns anos depois, um produtor de instrumentos em Bohemia, chamado Richter, melhorou o design da desajeitada Aura. Ele fez uma estrutura de 20 notas, dentro de dez orifícios, ou seja, 10 notas sopradas e 10 notas aspiradas. Agora sim, estas mudanças somado a estrutura do instrumento foi verdadeiramente a primeira gaita ou harmônica como nós a conhecemos hoje.
Em 1827, um relojoeiro chamado Christian Messner começou a fazer harmônicas como uma linha opcional, na pequena cidade de Trossing, Alemanha.Em breve vários outros relojoeiros da área, muitos deles parentes de Messner, estavam tambem produzindo harmônicas como um negócio opcional.
Mas nesta mesma cidade, um jovem relojoeiro de 24 anos chamado Mattias Hohner, resolveu produzir harmônicas como seu principal negócio, produzindo assim 650 instrumentos no primeiro ano. O que distinguia Hohner dos outros fabricantes daquela época era a alta qualidade dos instrumentos aliada a uma grande visão de marketing, pois todas as gaitas fabricadas por ele tinham sua marca estampada.
Em 1888 as gaitas Hohner foram para os EUA e foram largamente distribuídas sem dúvida por serem baratas, pequenas e fáceis de se tocar. Talvez por essa razão, elas foram tão bem recebidas entre a população negra. Ainda hoje a Hohner é o mais influente fabricante de gaitas, já tendo produzido cerca de 1.500 modelos diferentes de harmônicas. O mais caro foi fabricado fora de série, especialmente para o Papa Pio XI, todas as peças de metal, com exceção das palhetas eram de ouro maciço. Um dos modelos mais curiosos era acompanhado de um cordão para que os africanos, que não usam bolsos, pudessem pendurá-las no pescoço.
Na Europa a gaita se tornou um instrumento muito popular na música folclórica e surgiram bandas e orquestras especializadas neste instrumento. Nos Estados Unidos foi muito utilizada na música country. Com o surgimento do blues no início do século XX, a gaita chegou ao seu auge e daí garantiu a participação em outros gêneros musicais, como o jazz, folk music, rock and roll e até na música clássica.

No Brasil
No Brasil, a história da gaita começa em agosto de 1923, um imigrante alemão chamado Alfred Hering, fundou a empresa Gaitas Alfred Hering em Blumenau – Santa Catarina, e começou a produzir as Harmônicas Hering.

Após a morte do Sr. Hering, em meados de 1960, a empresa foi vendida para M. Hohner Company, de Trossing, Alemanha. Muita tecnologia foi trazida da Alemanha e introduzida no Brasil, melhorando assim cada vez mais a qualidade do instrumento.Em 1979, um grupo de brasileiros comprou a Hering e M. Hohner deixou o Brasil.

Hoje com a popularização do instrumento existem diversos fabricantes de gaitas espalhados pelo mundo: Hering e Bends no Brasil, Hohner e Seydel na Alememanha, a Suzuki no Japão e a Lee Oskar nos E.U.A.

 

 
Keith Swanwick fala sobre o ensino de música nas escolas

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Para o especialista inglês, é fundamental unir atividades de execução, apreciação e criação para que os alunos se desenvolvam artisticamente

Por Ana Gonzaga ( www.revistaescola.abril.com.br)

A história é conhecida: em agosto de 2008, o presidente Lula sancionou uma lei que torna obrigatório o ensino de Música na Educação Básica. Por enquanto, o que se sabe é que as redes têm até 2012 para se adaptar às exigências da norma. Sobre quase todo o resto, porém, paira uma atmosfera de indefinição. Haverá uma disciplina específica ou integrada ao currículo de Arte? A aula será teórica ou incluirá um componente prático? O professor polivalente poderá ensiná-la? Qual a formação mais adequada? Uma excelente fonte para refletir sobre essas dúvidas é a obra do inglês Keith Swanwick. Professor emérito do Instituto de Educação da Universidade de Londres e formado pela Royal Academy of Music, o mais aclamado conservatório musical da Grã-Bretanha, ele criou teorias sobre o desenvolvimento musical de crianças e adolescentes e investigou diferentes maneiras de ensinar o conteúdo. "Os interesses musicais dos alunos são muito variados: alguns gostam de ouvir, outros querem compor ou ainda cantar e tocar. O professor precisa dominar um leque de atividades para atender a essas demandas", defende.  Swanwick já esteve no Brasil 15 vezes, a mais recente delas em novembro do ano passado, a convite da Associação Amigos do Projeto Guri, em São Paulo, para uma palestra sobre Educação musical. Após o evento, ele conversou com NOVA ESCOLA.

Em linhas gerais, o que é preciso para ensinar bem Música?
KEITH SWANWICK: O essencial é respeitar o estágio em que cada aluno se encontra. Tendo isso em mente, é preciso seguir três princípios. Primeiro, preocupar-se com a capacidade da criança de entender o que é proposto. Depois, observar o que ela traz de sua realidade, as coisas com que também pode contribuir. Por fim, tornar o ensino fluente, como se fosse uma conversa entre estudantes e professor. Isso se faz muito mais demonstrando os sons do que com o uso de notações musicais.

Como um aluno aprende Música?
SWANWICK: Procurei responder a essa questão por meio de uma pesquisa com estudantes de Música ingleses com idades entre 3 e 14 anos. Aprendi que o desenvolvimento musical de cada indivíduo se dá numa sequência, dependendo das oportunidades de interação com os elementos da música, do ambiente musical que o cerca e de sua Educação. Com base nessas variáveis, posso dizer que o aprendizado musical guarda relação com a faixa etária. Cada uma corresponderia a um estágio de desenvolvimento.

Quais as características de cada um desses estágios?
SWANWICK: O primeiro vai até mais ou menos os 4 anos. Sua marca principal são experimentações, com as crianças batendo coisas e explorando as possibilidades de produção de sons de cada instrumento. No segundo estágio, que vai dos 5 aos 9 anos, essa manipulação já funciona como uma forma de manifestação do pensamento, dando origem às primeiras composições, muito parecidas com as que os pequenos conhecem de tanto cantar, tocar e escutar. As criações se tornam mais variadas e supreendentes a partir dos 10 anos, num movimento que chamo de especulativo. Em seguida, já no início da adolescência, as variações passam a respeitar os padrões de algum estilo específico, muitas vezes o pop ou o rock, "idiomas" em que é possível estabelecer conexões com outros jovens. Por fim, a partir dos 15 anos, é possível desenvolver um quarto estágio, que engloba os outros três, em que a música representa um valor importantíssimo para a vida do adolescente, marcado mais por uma relação emocional individual e menos por modismos passageiros ou algum tipo de consenso social.

Que aspectos devem ser considerados no ensino de música nas escolas?
SWANWICK: O fundamental é que os conteúdos sejam trabalhados de maneira integrada. Nos anos 1970, resumi essa ideia na expressão inglesa clasp. Além de ser uma sigla, um dos sentidos dessa palavra em português é "agregar". Proponho que há três atividades principais na música, que são compor (a letra C, de composition), ouvir música (A, de audition) e tocar (P, de performance). Essas três atividades, que formam o CAP, devem ser entremeadas pelo estudo da história da música (L, de literature studies) e pela aquisição de habilidades (S, de skill aquisition). (No Brasil, esse processo ficou conhecido como TECLA: T de técnica, E de execução, C de composição, L de literatura e A de apreciação.)

Qual a vantagem de trabalhar nessa perspectiva?
SWANWICK: Um ponto forte é considerar que todas essas coisas são importantes e que devem ser desenvolvidas em equilíbrio. A ideia do clasp também pode ser útil para o professor perceber se está gastando muito tempo, digamos, no L, descrevendo fatos históricos e desenhando instrumentos, por exemplo. Dar muito enfoque à história da música é uma forma simplificadora de achar que se está ensinando Música. Acontece que a história não é música - ela é sobre música. O mesmo excesso pode ocorrer com docentes que atuam na classe o tempo todo como intérpretes ou outros que apenas colocam CDs para a apreciação.

 

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História do Violão

violo_1História do Violão

Fonte: www.artigonal.com.br

Sem sombra de dúvidas uma longa história que começou a ser descoberta há quase dois mil anos antes de cristo. Na antiga Babilônia arqueologistas encontraram placas de barro com figuras seminuas tocando instrumentos musicais, muitos deles similares ao violão atual (1900-1800 a.C). Um exame mais detalhado nos mostra que há diferenças significativas no corpo e no braço.

O fundo é chato, portanto sem relação com o alaúde, de fundo côncavo. As cordas são pulsadas pela mão direita, mas o número de cordas não é preciso mas em algumas placas pelo menos duas cordas são visíveis. Indícios de instrumentos similares ao violão foram encontrados em cidades como Assíria, Susa e Luristan.

EGITO: O único instrumento de cordas pulsadas era a HARPA de formato côncavo que depois foi acrescentada de um braço com trastes cuidadosamente marcados e cordas feitas de tripa animal. Pouco tempo depois estas características se combinariam e evoluíram para um instrumento ainda mais próximo do violão.

ROMA: Instrumento totalmente de madeira surge (30 a.C-400 d.C) . O tampo que antes era de couro cru (semelhante ao banjo) agora é de madeira e possui cinco buracos. É importante frisar que nas catacumbas egípcias foram encontradas instrumentos com leves curvas características do violão.

O primeiro instrumento de cordas europeu, de origem medieval data de 300 anos depois de cristo, e possuía um corpo arredondado que se interligava com um braço de comprimento considerável. Este tipo de instrumento foi utilizado por muitos anos e foi o antepassado provavelmente da teorba.

Há também a descrição de outro instrumento datado da Dinastia Carolingian que pode ser de origem tanto alemã como francesa.Este instrumento possuía formato retangular e seu corpo era equivalente ao seu braço.

Em ilustrações pode se observar que na "mão " do instrumento ( de formato arredondado) se encontravam de quatro e as vezes cinco tarraxas de afinação, com um número de cordas equivalente. Este instrumento manteve seu formato e suas definições até o século quatorze.

Paralelamente á este instrumento, outro começou a se desenvolver. Possuía leves curvas nas laterais do corpo tornando-o mais anatômico e confortável. Descrições deste instrumento foram encontradas em catedrais inglesas, espanholas e francesas datadas do fim do século quatorze. Surgia então a guitarra.

É importante frisar que haviam distinções, como a guitarra Latina e a guitarra Morisca. A guitarra Morisca , como o nome indica, tinha origem Moura, devido a colonização da Espanha e da África do Norte.

Este instrumento possuía um corpo oval e o tampo possuía vários furos ornamentados chamados de Rosetas. Era totalmente remanescente do Alaúde, e dentro deste conceito uma série de outros modelos, com diferentes números de cordas também existiam .

Já a guitarra Latina , tinha as curvas nas laterais do corpo que marcariam o desenho já quase definitivo do instrumento. A guitarra latina ( assim como a Morisca ) gozavam de grande popularidade e gosto na Europa Medieval.

Essa popularidade se devia principalmente a presença dos "Trovadores", músicos de natureza nômade que com suas performances e constantes viagens enriqueceram a cultura européia e impulsionaram a popularidade e reconhecimento do instrumento.

Até a Idade Média as informações sobre a guitarra eram obtidas de maneira indireta na sua maioria, através de afrescos, pinturas e pequenas anotações da época. A partir do período Barroco, as informações sobre instrumentos em geral e sobre música são muito mais claras e precisas.

Embora não seja bem definida, pois existem segundo musicólogos várias teorias para o sua criação, odiernamente apresentam-se duas, citadas por Emílio Pujol na sua conferência de nome "La guitarra y su História" que ocorreu em Paris no dia 9 de Novembro de 1928, onde resolveu que:

A primeira hipótese é de que o violão seria derivado da chamada "Khetara grega", que com o domínio do Império Romano, passou a se chamar "Cítara Romana", era também denominada de "Fidícula".

Teria chegado á península Ibérica por volta do século I d.C. com os romanos; este instrumento se assemelhava á "Lira" e, posteriormente foram acontecendo as seguintes transformações: os seus braços dispostos da forma da lira foram se unindo, formando uma caixa de ressonância, a qual foi acrescentado um braço de três cravelhas e três cordas, e a esse braço foram feitas divisões transversais (trastes) para que se pudesse obter de uma mesma corda a ser tocado na posição horizontal, com o que ficam estabelecidas as principais características do violão.

A segunda hipótese é de que o Violão seria derivado do antigo "Alaúde Árabe" que foi levado para a península Ibérica através das invasões muçulmanas, sob o comando de Tariz.

Os mouros islamizados do Maghreb penetraram na Espanha cerca de ( 711 ) e conseguiram vencer o rei visigodo Rodrigo, na batalha de Guadalete. A conquista da península ( 711-718 ), formou um emirado subordinado ao califado de Bagdá.

O Alaúde Árabe que penetrou na península na época das invasões, foi um instrumento que se adaptou perfeitamente á s atividades culturais da época e, em pouco tempo, fazia parte das atividades da côrte. Acreditava-se que desde o século VIII tanto o instrumento de origem grega como o Alaúde Árabe viveram mutuamente na Espanha.

Isso pode-se comprovar pelas descrições feitas no século XIII, por Afonso, o sábio, rei de Castela e Leão ( 1221-1284 ), que era um trovador e escreveu célebres cantigas através das ilustrações descritas nas cantigas de Santa Maria, que se pode pela primeira vez comprovar que no século XIII existiram dois instrumentos distintos convivendo juntos.

O primeiro era chamado de "Guitarra Moura" e era derivado do Alaúde Árabe. Este instrumento possuía três pares de cordas e era tocado com um plectro (espécie de palheta ); possuía um som ruidoso. O outro era chamado de "Guitarra Latina", derivado da Khetara Grega.

 

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A música fala

A música fala

Por Alcidéa Miguel (www.folhasinfonica.com.br)

 

A música nos diz muitas coisas, aliás, até nas pausas da música ela nos entrega mensagens que são tão poderosas e envolventes que têm a força de nos transportar a lugares e situações que gostaríamos (ou não) de estar ou de reviver. Um recado entregue a nós por meio de uma melodia fica gravado em nossa mente de acordo com o tempo que o autor planejou nos impactar.

O fato da mensagem musical fixar informações em nossas mentes muitas vezes é bom. Isso se pensarmos, por exemplo, em mensagens de uma propaganda de um bom produto que nos trará um bem para nosso dia-a-dia, nosso físico, qualidade de vida, algo que nos educará, nos ensinará a respeitar e amar o próximo, cuidar da saúde mental, cuidar da natureza, cuidar da família, a apaixonar-se... A trilha musical dessa propaganda entrará e nos vestirá como uma luva, feita sob medida. Essa mensagem nos levará a tomar iniciativas e atitudes de crescer, ser bom filho, bom pai, bom cônjuge, bom funcionário, enfim, BOM CIDADÃO.

Mas a mensagem musical também poderá se tornar uma má influência quando ensinar a sermos maus cidadãos, a trair as pessoas, mentir, roubar... Infelizmente a canção pode ser um meio de persuadir o ouvinte, mais do que apenas uma "poesia sem melodia". Isso ocorre porque a melodia e os acordes, incluindo intensidade (sons fortes e fracos), duração, timbres, ritmo envolvendo o modo de dançar tocam a alma como uma espada afiada e convencem o indivíduo à mudança de comportamento. A melodia harmonizada alcança as emoções e na vulnerabilidade das pessoas poderá levar bons comportamentos a se perderem.

Atualmente, muitos líderes, famílias, escolas, religiões e comunidades em geral estão preocupados com a preservação não invasiva da mente das crianças, mantendo-a pura. Enquanto tivermos crianças com mente de criança, crescendo a seu tempo natural, teremos adultos com mentes sadias. Por isso, estamos de mãos dadas, engajados nessa luta contra a pedofilia, exploração sexual do menor e sua comercialização – e lutar contra isso tem me alegrado profundamente! Mas, por outro lado, essa batalha também me deixa um tanto preocupada, pois sabendo do poder da música para convencer, ouço alto som vindo de carros, casas, trens e metrôs, nos pontos de ônibus, no trânsito onde muitos levam crianças para escola... Porque são reproduzidas em alto volume, somos também obrigados a ouvir essas músicas. E as canções têm letras invasivas à mente e ouvido das pessoas, trazendo palavras pejorativas e retratando e pregando o sexo. São canções que denigrem a imagem das mulheres, músicas que vêm envolvidas em gemidos com vozes femininas simulando relações sexuais musicalizadas. Engolimos essas mensagens e nossas preciosas crianças engolem também e nos perguntam o tempo todo o que significa tudo isso. Nossas crianças são estimuladas e convidadas por essas canções, que encaminham a atitude precoce.

A pornografia musical conquistou um grande espaço principalmente no meio dos adolescentes e da juventude. Ela traz um ritmo repetitivo em ostinato, trazendo palavras em bloco seqüencial, condicionando a mente a meditar por muitos minutos aos repetidos convites ao ato retratado pela mensagem.
Trabalho diariamente com crianças a partir de três anos de idade. Elas cantam e dançam essas mensagens deturpadas com muita facilidade e fazem gestos que muitas vezes nem sabem do que se tratam, mas ficam estimuladas a saber a cada dia o que estão cantando.

Ainda que cantemos e escutemos letras internacionais, é importante que, antes de adotá-las, gastemos tempo em traduzi-las para também saber o significado da mensagem trazida por elas. Lembre-se: essas músicas entram em nossas casas e, muitas vezes, podem trazer mensagens totalmente opostas àquilo que somos, vivemos e pensamos.

Minha opção é o lado lindo e maravilhoso da música. Um veículo de comunicação capaz de unir pessoas, raças, credos, diferenças de idade e de nível social, com poder de convencer o indivíduo a reverter atitude ruim em atitude boa, capaz de abraçar a inclusão e fazê-la acontecer. A música é poderosa o suficiente para propagar e trazer resultados de amor ao próximo, de cuidado com a vida. Tenha em mente que todos nós, pessoas e agentes, merecemos estar bem cuidados (e isso começa pelo som que entra em nossos ouvidos!).

 Alcidéa Miguel é musicista, regente, professora, artista plástica e conferencista.

 
Musicoterapia cura doenças e promove o bem-estar

Musicoterapia cura doenças e promove o bem-estar

Fonte www.minhavida.com.br

Ouvir uma melodia pode ser um remédio tão eficaz quanto às fórmulas vendidas nas farmácias. A música faz um bem danado para o bem-estar e ainda auxilia no tratamento de muitas doenças -- da asma ao câncer, passando por lesões cerebrais. Tudo cientificamente comprovado.

"A música atinge em cheio o sistema límbico, região do nosso cérebro responsável pelas emoções, pela motivação e pela afetividade", explica Maristela Smith, coordenadora da Clínica de Musicoterapia das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo. Esse é ponto chave da musicoterapia: um método que usa o passado sonoro para tratar males de todo tipo. "Pacientes portadores do Mal de Alzheimer, por exemplo, resgatam aspectos da memória através de canções e sons de rotina", diz a especialista.

O tratamento é altamente indicado para pessoas que apresentam distúrbios de comunicação (como transtornos da fala e gagueira); de comportamento (como hiperatividade); neurológicos, lesões cerebrais, dislexias. Nem as doenças mentais, como autismo infantil, esquizofrenia e depressão, resistem a uns bons acordes.

"A musicoterapia trabalha para desenvolver a capacidade de escuta e de convívio social, na medida que a música encontra no indivíduo um canal de comunicação disponível. Por esse acesso, ela começa a abrir novos canais de conexão", define Maristela.

As terapias com as notas musicais dividiram-se em etapas: a musica diagnóstica, em que são coletados dados relativos a historia pessoal, clínica e sonoro-musical do paciente. Em seguida, o especialista detalha seus objetivos e submete ao paciente seu plano de ação.

Começa, então, a etapa de tratamento em uma sala especial, com acústica adequada. As sessões incluem música e recursos sonoros variados CDs, vozes, instrumentos e até mesmo ruídos. O especialista avalia a reação do paciente diante de cada som, documenta tudo e vai comparando os resultados com seu projeto inicial.

Efeitos positivos têm sido verificados logo no nas 10 primeiras sessões, principalmente, no que diz respeito ao desenvolvimento da percepção global do paciente", avalia Maristela Smith.

 
A Surdez de Beethoven

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A Surdez de Beethoven

Fonte: www.projetomusical.com.br

Atualmente existem diversas teorias a respeito da saúde e da perda de audição de Beethoven. Há sugestões de que Beethoven sofria de sífilis (agora desacreditada) ou que ele tenha sido envenenado. Estão listadas as causas presentemente aceitas de seu adoecimento e morte, ainda que testes estejam sendo feitos em mechas de seu cabelo e deveriam provar o assunto conclusivamente.

Resultados de testes no Guavera com mechas do cabelo de Beethoven foram publicados - nota-se: "O segundo teste foi uma análise de vestígio de metais conduzido pelo Dr. William Walsh, no Centro de Pesquisas HRI & Pfeiffer, em Napperville, Illinois. Este teste revelará a presença de qualquer vestígio de metal pesado. Os seguintes resultados deste teste foram anunciados pelo Dr. Walsh terça-feira, em 17 de outubro de 2000:

Alta concentração de chumbo no cabelo de Beethoven foi encontrada em análise independente pelo Instituto de Pesquisa McCrone & Laboratório Nacional Argonne. Isto é evidência de que Beethoven teve plumbismo (envenenamento por chumbo) o qual pode ter causado sua longa vida de doenças, em impacto sua personalidade, e possivelmente contribuiu para sua morte.

Distintos padrões de vestígio de metal associados com o gênio, irritabilidade, desordens de glicose, e mal absorção não estavam presentes nas amostras de Beethoven testadas pelo Instituto de Pesquisas McCrone. Muito baixos (indetectível) níveis de mercúrio foram reportados independentemente pelo Instituto de Pesquisa McCrone e Laboratório Nacional Argonne. Estes resultados não provem qualquer evidência de que Beethoven recebeu tratamento médico para sífilis, usualmente tratado nos anos de 1820 com compostos de mercúrio. Isto suporta o consenso do estudo de Beethoven, que nunca acreditou que Beethoven teve sífilis. Rumores de que Beethoven sofreu de sífilis tem sido desconsiderado em toda a séria literatura musicológica pelos últimos trinta anos." Para as pretensiosas informações adicionais, conferir o novo livro "Beethoven's Hair" por Russel Martin (New York, Broadway Book 2000) .

Audição - (Otosclerose)

- 1796/98 - Primeiros sinais da surdez.

- 1801 - Queixas de zunidos no ouvido em cartas a Wegeler & Amenda.

- 1802 - "Testamento de Heiligenstadt" - Beethoven descreve seu desespero diante da piora de sua audição.

- 1814 - Deteriorações o instigam. últimas aparições públicas como pianista.

- 1816-18 - Uso de trombetas para o ouvido.

- 1817-27 - Livros de conversação (conversações tinham de ser escritas).

- 1823 - Quase totalmente surdo (ouvido esquerdo não tão ruim quanto o direito) (MAIOR) DOEN?A -(menores problemas intestinais durante toda a vida)

- 1804 - (primavera) Séria doença, lenta convalescença.

- 1813 - Sérios problemas intestinais.

- 1824-5 - Intestinal. Recuperado em julho.

- 1826-7 - Última doença, cirrose. (5 operações para drenar fluído).

 
A música no cinema

cinemaA música no cinema
por Denis Lopes

Fonte: www.projetomusical.com.br

Quando vamos ao cinema e assistimos a algum filme, sempre reparamos em quem são os atores, diretores, reparamos também no figurino, nos efeitos especiais e quando muito em alguma canção pop que as vezes é utilizada como tema. Mas e a música orquestral que acompanha o filme inteiro ?

Pois é, isso é comum mesmo, simplesmente não percebemos, mas tente assistir um filme sem música. Imagine um filme de suspense como Psicose sem aquela gloriosa música de Bernard Herrmann ou mesmo em qualquer outro gênero a música é parte integrante do filme, como se interagisse com os personagens, com a paisagem, enfim, não há filme sem música.

Os filmes começaram a ter música no final da década de 20 mas tornou-se algo profissional na década de 30, portanto ainda é considerada uma forma arte bem contemporanea. A propósito, esta arte é considerada como uma das mais complexas, pois o artista, no caso o compositor, além de todo o conhecimento que deve ter sobre composição, regência e orquestração deve ainda ser muito criativo e habilidoso pois o tempo é muito curto. Isso ocorre porque a trilha sonora é uma das últimas etapas na produção de um filme, na verdade ela vem na pós-produção, quando o filme já está praticamente pronto para ser lançado, depois de ser filmado e editado, então os estúdios ficam pressionando a equipe pois já investiram muito e precisam do retorno do investimento e isso faz com que os compositores sejam obrigados a escrever, na maioria das vezes, mais de uma hora de música em poucas semanas, para não dizer, em poucos dias.

Isso ocorreu com Jerry Goldsmith que escreveu a trilha para o filme Chinatown em 10 dias, aliás ele escreveu, orquestrou e gravou em 10 dias e apesar da pressão, esta trilha é considerada um clássico. Portanto esta arte está longe de ser fácil. Muito sigilo, muita pressão, pouco tempo e as vezes pouco reconhecimento, mas vamos tentar mudar um pouco esta história.

 
Cientistas descobrem um inesperado poder da música

57-music-notesCientistas descobrem um inesperado poder da música

Fonte: www.noticias.terra.com.br/ciencia

Mais de sete mil corredores de uma meia-maratona que ocorreu em Londres, no Reino Unido, no início de outubro, estavam sob o efeito de um poderoso estimulante para aumentar a performance: a música pop. Pesquisadores identificaram que algumas trilhas sonoras podem ser até mais poderosas e eficientes para o desempenho de atletas do que substâncias ilegais que são encontradas com freqüência em exames antidoping.
Segundo Costas Karageorghis, consultor de psicologia do esporte da Universidade de Brunel, na Inglaterra, e autor da pesquisa, para avaliar os competidores, uma canção foi tocada eventualmente durante o percurso de 20 km por 17 vezes. Quando a intensidade física começa a diminuir é o momento em que os efeitos se tornam mais eficaz, de acordo com o especialista. Por isso, os participantes não escutaram a canção constantemente.
Em entrevistas ao final da corrida, os competidores consideraram o procedimento muito divertido e inspirador. Apesar da forte chuva e do vento, Karageorghis identificou que a música traz uma motivação extra aos atletas, mesmo que alguns não estejam participando do evento de forma coesa. "A necessidade psicológica de obter algo satisfatório estimulou os competidores a criar um elo comum com a meia-maratona", considera.
O pesquisador constatou ainda que a música também é uma ótima maneira de regular o humor, tanto antes como durante as atividades físicas. "Muitos atletas se apegam à música como se fosse uma droga lícita, utilizando-a como estimulante ou sedativo. A excitação também pode se reduzir no caso de se ouvir uma canção mais lenta", afirma.
A relação com o desempenho atlético é apenas um exemplo dos avanços médicos que os cientistas buscam analisar para compreender melhor o incrível poder da música sobre a mente e o corpo. Eles acreditam que essa força é capaz de acabar com dores, reduzir o estresse e aumentar a capacidade cerebral das pessoas.


Redução de estresse
Cada vez mais profissionais da saúde, incluindo a pediatra Linda Fisher, do centro hospitalar da Universidade de Loyola, em Illinois, nos Estados Unidos, utilizam músicas terapêuticas para tratar pacientes em hospitais, hospícios e outras unidades hospitalares.
Linda Fisher explica que as canções tocadas não necessariamente já são familiarizadas com os enfermos. "A música tem um poder de cicatrização capaz de colocar a pessoa em um estado de tranqüilidade, controlado pelo ritmo e qualidade dos tons que compõem a melodia", avalia.
Estudos realizados no início da década de 1990, no Bryan Memorial Hospital, em Nebraska, e St. Mary's Hospital, no Wisconsin, concluíram que o hábito reduz significativamente a freqüência cardíaca e controla a pressão arterial e a velocidade respiratória de pacientes submetidos à cirurgias.
Em 2007, uma pesquisa na Alemanha indicou que a musicoterapia ajudou a melhorar as habilidades motoras de pacientes que se recuperavam de acidentes vasculares cerebrais. Entre outros efeitos encontrados, o tratamento também pode impulsionar o sistema imunológico, melhorar o foco mental, ajudar a controlar a dor, criar uma sensação de bem-estar e reduzir a ansiedade de pacientes que aguardavam cirurgia.
Em outro estudo recente da escola de enfermagem da Kaohsiung Medical University, em Taiwan, a musicoterapia reduziu a tensão psicológica de grávidas após uma avaliação com 236 mulheres. A pesquisadora Chen Chung-Ei informou que as grávidas apresentaram significativas reduções de estresse, ansiedade e depressão depois de ouviram diariamente durante 30 minutos CDs com músicas infantis, da natureza e de compositores como Beethoven e Debussy. Os resultados foram divulgados no jornal científico Journal of Clinical Nursing.


Música e exercícios
Costas Karageorghis explicou os efeitos da música quando se está praticando atividade física em um ginásio. Primeiro, ela reduz a percepção em cerca de 10% de como a pessoa está se saindo durante a baixa intensidade da atividade. No caso de alta atividade, a música não funciona tão bem porque o cérebro fez com que se preste atenção aos sinais de estresse fisiológico.
Em segundo lugar, a música pode influenciar o humor, elevando potencialmente os seus aspectos positivos, como a energia, entusiasmo e felicidade, e reduzindo a depressão, tensão, fadiga, raiva e confusão.
Em terceiro lugar, a música pode ser usada para definir o ritmo do indivíduo, como no caso do etíope Haile Gebrselassie, que escuta a canção tecno "Scatman" nas competições - o atleta conquistou o ouro nos 10 mil metros dos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000. O último efeito, segundo Karageorghis, é o de que a musicalidade pode superar o cansaço e controlar a emoção durante uma competição.

 
Origens do Rock

img_5136_045rocknrollOrigens do Rock

Fonte: www.portaldorock.com.br

Essencialmente híbrido na origem, o rock music inclui elementos de vários estilos de música americana: o blues acompanhado da guitarra black; o blues e o ritmo black, produzidos com solos de saxofone; a música góspel branca e negra; a música country e western; o som dos cantores de rádio popular e os grupos de harmonia. Em 1954-55, epóca de seu surgimento, o rock era mais conhecido como "rock'n'roll". Após 1964, ele era simplesmente chamado de "rock music". Essa mudança na terminologia indica uma continuidade e ao mesmo tempo um rompimento com o período anterior; o rock não servia somente para dançar. Também nessa época, a música foi influenciada pelos grupos britânicos, assim como os Beatles.


Os anos 50: Bill Haley e o Rock'n'Roll
A primeira gravação rock'n'roll que obteve popularidade nacional foi "Rock Around the Clock" produzida por Bill Haley e The Comets, em 1955. Harley fez sucesso ao criar uma música voltada para a juventude, que incluía suas batidas empolgantes, a necessidade de se dançar e o efeito de suas letras. A melodia era claramente tirada por sua guitarra elétrica; as letras eram normais e simples. Haley acabou abruptamente como a ascendência das baladas suaves e sentimentais, que eram populares nos anos 40 e início dos 50. Ele também obteve êxito ao utilizar o ritmo black e o blues, de forma que o público de adolescentes brancos pudesse entender.
O blues, e o "rhythm and blues", também eram identificados como adultos, sexuais, revoltados e únicos pela cultura negra, por isso foram aceitos tanto emocional como comercialmente, sem precisar de adaptações. A principal gravadora havia anos que produzia gravações apenas para o público black, por isso era chamada de "race records". O surgimento do rock'n'roll trouxe um significante enfraquecimento na resistência da cultura negra. O incomparável rock'n'roll black que Haley criou, pode ser ouvido em produções sexualmente adultas de artistas como Hank Ballard e os Midnighters ("Work with Me, Annie") ou o "Grande" Joe Turner ("Shake, Rattle, and Roll"), ou no último som adaptado por Haley para um público branco que é "Dance with Me, Henry".
O rock'n'roll foi feito para ou sobre os adolescentes. Suas letras traziam temas comuns da adolescência: escola, carros, férias, pais e o mais importante, amor. Os principais instrumentos do velho rock'n'roll eram a guitarra, o baixo, o piano, a bateria e o saxofone. Todos os aspectos da música - sua batida pesada, a sonoridade, as letras auto-absorvidas e a liberação da loucura - indicavam uma rebeldia dos adolescentes pelos valores e autoridade dos adultos. Entre os influenciadores dos anos 50 estavam Chuck Berry ("Johnny B.Goode"), Little Richard ("Good Golly Miss Molly"), Sam Cooke ("You Send Me"), Buddy Holly ("Peggy Sue"), Jerry Lee Lewis ("Great Balls of Fire") e Carl Perkins ("Blues Suede Shoes").

elvis-presley_2415Final dos anos 50 e início dos 60: Elvis, Motown e a Invasão Britânica
O maior símbolo do rock'n'roll entre 1956 e 1963 foi Elvis Presley, um motorista de caminhão de Tupelo, Miss., que tornou-se cantor. Sua liberação melancólica e sexual atraía diretamente o público jovem, enquanto que horrorizava os mais velhos. Como o rock'n'roll havia se tornado um sucesso financeiro, as gravadoras que o consideravam uma coqueluche, começaram a garimpar novos cantores; eles geralmente faziam sucesso ao comercializar as suas músicas mais rebeldes. No final dos anos 50, por exemplo, estavam na moda as canções sentimentalmente mórbidas, assim como "Laura" e "Teen Angel".
Nesta época, Detroit tornou-se um centro importante para os cantores negros, então, surgiu um certo tipo de música conhecida como "Motown" [motor town], que foi nomeada pela Motown Records. O estilo é caracterizado por uma pessoa que canta canções melódicas e impressionistas, acompanhada de um grupo elegante com harmonias compactas e articuladas. Os expoentes populares deste estilo são: Temptations, Smokey Robinson e o Miracles, Diana Ross e o Supremes, e. Gladis Knight e o Pips.
O rock music tornou-se popular novamente em 1962, com o surgimento dos Beatles, um grupo de quatro rapazes com cabelos longos, de Liverpool, Inglaterra. No início, eles foram aclamados por suas energias e personalidades individuais atraentes, e não pela inovação de suas canções, que tiveram influência de Berry e Presley. A popularidade deles inevitavelmente incentivou outros grupos com nomes anormais. Um dos mais importantes destes grupos foi o Rolling Stones, cuja música derivou da tradição black do blues. Estas bandas britânicas instigaram o retorno às raízes blues do rock'n'roll, apesar de já possuírem características mais barulhentas e eletrônicas.

bob-dylan-poster-c10086117Final dos anos 60 e início dos 70: Anos Dourados do Rock e Folk-Rock
Uma importante transformação do rock ocorreu em 1965, no Newport Folk Festival, quando Bob Dylan, um notável compositor e escritor de canções poéticas populares e letras de protesto social como "Blowin' in the Wind", apareceu tocando uma guitarra, acompanhado por sua banda de rock eletrônico. Assim, o folk-rock ocupa o seu espaço, com grupos que utilizam arranjos e cantores de rock, os quais compõem letras poéticas para suas canções (exemplo, "Norwegian Wood" e "Eleanor Rigby" dos Beatles). O arranjo do The Byrds da música "Mr. Tambourine Man" de Bob Dylan, é um clássico do folk-rock. Bandas como The Mamas And The Papas; Peter, Paul and Mary; Donovan; e The Lovin Spoonful tocavam um tipo música que foi classificado como folk-rock.


Canções de Protesto e a Cultura das Drogas
Nos anos 60, a música espelhava as tensões da Guerra do Vietnã e desempenhava um importante papel na cultura americana. O conteúdo verbal das canções de rock traziam rebeliões, protestos sociais, sexo e principalmente drogas. Muitos grupos, entre eles o Jefferson Airplane e o Grateful Dead, tentavam expressar na música, o sentimento aural das drogas psicodélicas, produzindo sons longos, repetitivos e esquisitos com letras surreais (conhecidos como "acid rock" ou "hard rock").
Em 1967, os Beatles novamente fizeram história com o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que, além de incluir canções que alertavam sobre as drogas, apresentava um corpo com peças interligadas, que constituía um todo orgânico. Ele foi considerado o primeiro "conceito de álbum". Outros trabalhos subseqüentes a este e com a mesma tendência foram o musical rock Hair (1968) e a ópera rock Tommy, composta e tocada pelo The Who.


O Rock Vem Com a Idade
No final dos anos 60, o rock estava amplamente relacionado a um importante padrão musical. Músicos como Miles Davis e John McLaughlin, e grupos como Traffic Or Blood, Sweat e Tears tentaram unir o rock ao jazz, enquanto que outros artistas como Leonard Bernstein e Frank Zappa queriam conectar o rock à música clássica. Os grupos que se destacavam pelos seus guitarristas, dentre eles Jimi Hendrix, Eric Clapton, Duane Allman e Jimmy Page, continuaram a executar variações com temas blues clássicos, utilizando instrumentos tradicionais do rock'n'roll.

De 1967 para frente, os festivais de rock começaram a entrar na sua melhor fase, pois milhares de jovens os freqüentavam justamente para ouvir rock music. A maioria destes festivais pacíficos e bem sucedidos foi realizada em Woodstock, N.Y., em agosto de 1969. Porém, mais tarde, um evento semelhante, que trazia os Rolling Stones e foi realizado em Altamont, Califórnia, foi marcado por vários incidentes violentos que foram filmados, houve até um assassinato. Por volta de 1970, várias celebridades do rock - Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix - morreram por excesso de drogas. As características andrógenas e perigosas passadas pelos Rolling Stones foram levadas ao extremo pelos artistas Alice Cooper e David Bowie, que, talvez, eram mais famosos pela ambigüidade sexual e comportamento fora do comum, em suas músicas.


Final dos anos 70 até hoje: Punk Rock, Video Music e Roqueiros de Meia Idade
Um fato importante do rock ocorreu no final dos anos 70 com o punk rock, que foi uma resposta a estagnação do gênero e um protesto político niilístico. Iniciou-se, evidentemente, na Grã Bretanha, por bandas como Sex Pistols e The Clash. O punk rapidamente tornou-se popular nos EUA. No início dos anos 80, o rock music havia se modificado consideravelmente. O Black Flag, o Dead Kennedys e outros grupos também adotaram temas de protestos políticos para compor suas músicas.


entradas-rolling-stones-argentina-2011Durante os anos 80, os vídeos se tornaram um forma popular de promoção e entretenimento. Porém, no final dos anos 80, várias bandas, inclusive Nirvana, Pearl Jam e Mudhoney, continuaram seguindo a linha do punk rock, utilizando temas políticos e celebrando a própria falta de virtuosidade técnica. Nos anos 90, velhas bandas, entre elas o Grateful Dead e o Rolling Stones, tornaram a conquistar popularidade, não só dos jovens, mas também de muitos fãs de meia idade.

 
Assistindo a concertos: uma etiqueta

Assistindo a concertos: uma etiqueta

Fonte: http://www.vivamusica.com.br


Por mais que você goste de suas gravações de música clássica e aprecie ouvir programações na internet ou no rádio, nada se compara a assistir a um espetáculo ao vivo.

É importante contextualizar o ambiente do concerto, para, então, compreender (e aceitar!) as regras de comportamento em um hall sinfônico, sala de música de câmara ou teatro de ópera. Elas também valem para locais que recebem eventos musicais, como igrejas e auditórios.

Existe uma etiqueta dos concertos - "concertiqueta" seria um bom neologismo - a ser seguida, de forma a você e todos no local aproveitarem ao máximo a performance ao vivo dos músicos.


A importância do silêncio
Devido à dinâmica própria da música clássica, é comum a alternância de volumes altos (fortíssimo) e baixos (pianíssimo).

Ou seja, para apreciar ao máximo a arte musical, é importante manter o silêncio. Se não, você perde uma parte significativa da beleza da coisa e os músicos perdem a concentração necessária.

É cada vez mais difícil manter o silêncio em salas de concerto. Aos tradicionais pigarros, tosses e papéis de bala, somaram-se os famigerados telefones celulares.

Tem sido lamentavelmente comum ouvir mais de um celular tocar durante concertos. Pior é quando o infeliz espectador resolve atender.

Quanto a comentários com amigos, melhor fazê-los na hora do intervalo ou esperar entre uma peça e outra, quando o som das palmas quebra o silêncio da sala.


As palmas e a importância de pegar o programa
A maior parte das obras da música clássica tem mais de uma parte (movimento). Concertos usualmente são divididos em três partes, sinfonias em quatro, e assim vai. Ou seja, quando a execução musical termina não necessariamente a música terminou. Pode ser apenas o final de uma parte.

Em concertos, aplaude-se somente ao final da execução de todas as partes da música. Para tal, é necessário saber quantas partes tem cada obra executada.

Como os intérpretes não avisam isso, o programa do espetáculo torna-se muito importante, pois traz o nome das músicas e todas suas partes. O programa costuma ser vendido ou distribuído gratuitamente.

Quem começa a frequentar concertos às vezes aplaude fora da hora por achar que a música terminou. Não há problema em aplaudir, apenas não é esse o costume. Equivale a você ir a um restaurante e pedir a conta ao mesmo tempo em que pede os pratos. É estranho, mas não é o fim do mundo.

Há frequentadores assiduos que se incomodam com as palmas fora de hora e manifestam sua insatisfação. Poucos têm a sensibilidade de identificar palmas fora de hora com a bem-vinda (e esperadíssima!) chegada de novas platéias.

Se você aplaudir por engano ou por ter se emocionado com a obra, não se preocupe. Fique a vontade e sinta-se sempre bem-vindo(a) nas salas de concerto. Muitos regentes e intérpretes não se incomodam com palmas fora de hora. O violinista alemão David Garrett, por exemplo, já disse que adora aplausos após os movimentos.

Importante mencionar que, na ópera, aplaude-se, sem qualquer problema, no meio da encenação, após uma performance relevante dos cantores. O mesmo acontece em balés. Cantores e bailarinos adoram receber a reação positiva do público no calor do momento.


O intervalo e os contatos sociais
Praticamente todos os concertos de música clássica têm intervalos. Este é o momento para você fazer comentários, esticar as pernas, tomar um café, ver e ser visto(a).

Concertos são eventos sociais iguaizinhos a idas ao cinema, ao teatro ou a exposições. É um programa onde você encontra pessoas de sensibilidade especial, pois a música clássica requer mesmo um ouvido sensível.

Aqui no Brasil, ainda não são comuns eventos do tipo "um drink depois" ou "um drink antes", organizados pela própria entidade que apresenta o concerto. Mas há quem ofereça palestras antes do concerto, o que acaba abrindo oportunidades para ampliar o leque de contatos.

 

 
Entrevista João Carlos Martins

Entrevista

João Carlos Martins

Por Leonardo Martinelli

www.concerto.com.br

joao-carlos-martinsPoucas figuras na música clássica brasileira são tão controvertidas quanto João Carlos Martins. Pianista de formação – tendo conquistado ainda na juventude grande repercussão nacional e internacional a partir de sua interpretação de Bach, de quem chegou a gravar a integral da obra para teclas –, nos últimos anos Martins tem se dedicado à regência, depois de uma série de eventos que levaram à paralisia de suas mãos. Primeiro, um acidente durante um jogo de futebol em pleno Central Park de Nova York, em 1969, lesionou seriamente os nervos de sua mão direita. Posteriormente, em Sofia, na Bulgária, durante um assalto, recebeu um violento golpe na cabeça que veio também a comprometer também os movimentos de sua mão esquerda. Por volta de 2004, Martins abandonou a carreira como pianista profissional para engatar uma fase como regente.

Pelo potencial emotivo de sua sina, Martins expandiu sua presença para além das salas de concertos e foi alvo de livros, documentários de cinema e, principalmente, atração de destaque em programas populares na televisão brasileira. Sua última conquista na grande mídia foi ter sido homenageado no enredo da Vai-Vai deste ano, com o qual a escola de samba abocanhou o título do carnaval paulistano. Mas as controvérsias em torno do artista vão além do culto a sua imagem e inusitadas parcerias musicais. Durante os anos em que esteve afastado da música, atuou como empreiteiro, banqueiro e empresário de boxe (tendo inclusive gerenciado Éder Jofre) e secretário de cultura do Estado de São Paulo. E a partir de seu envolvimento com a política sofreu um grande prejuízo de imagem (“foi o maior erro da minha vida”, como conta).

Desde então, Martins nunca mais se envolveria diretamente com política, apesar de circular com desenvoltura na cúpula do poder. Hoje, aos 71 anos, conduz musical e administrativamente uma orquestra sem recursos públicos, a Bachiana Filarmônica, com a qual fará em setembro mais uma apresentação nos Estados Unidos. Foi em sua residência na capital paulista, durante os preparativos desta nova empreitada, que João Carlos Martins recebeu a Revista CONCERTO para uma conversa franca que você lê na entrevista a seguir.

No início de sua carreira, você optou por se dedicar de forma quase exclusiva à obra de Johann Sebastian Bach, uma escolha bastante incomum para um pianista. De que forma isto ocorreu?
Surgiu meio por acaso, afinal, Bach está no repertório de um pianista logo em seus primeiros anos de estudo. Comecei aos oito anos de idade e menos de um ano depois, ganhei um concurso da Sociedade Bach de São Paulo. Aos 14 já tocava o Cravo bem temperado. Desde cedo me apaixonei por Bach, pois ele é matemático como um computador. Mas é um computador com alma, e eu passava dias analisando suas fugas. Ele foi a síntese e a profecia, sua música casa-se com os mais diferentes estilos: ele pode ser alemão, francês, jazz ou brasileiro. Aliás, foi por isso que Villa-Lobos fez suas bachianas, e não “mozartianas”. A partir de toda essa admiração decidi que queria ser um de seus maiores intérpretes, não importa quanto tempo levasse. Não acho que sou o maior intérprete de Bach, mas tenho certeza que passei minha mensagem.

Você sempre interpretou Bach com instrumentos modernos, seja ao piano ou agora com uma orquestra tradicional. Como vê a questão das práticas historicamente orientadas em relação ao compositor?
Em suas cartas Bach dizia que amava os pulmões de um órgão e a claridade de um cravo. Para mim, esta é a exata definição de um piano Steinway, uma união de qualidades que não era possível de ser feita na época de Bach, que conheceu apenas um ancestral ainda muito rústico e ineficiente do piano moderno. Quando os gênios da música morrem eles passam a viver nas mãos dos músicos que os interpretam, e por isso não acho que o Bach do século XX deva ser o mesmo ao do século XVIII. Para mim, o importante é manter sempre o respeito em relação ao texto, à partitura do compositor.

Naquela época, apenas o pianista Glenn Gould havia se “arriscado”, com imenso sucesso, a enfatizar um compositor não romântico como Bach. Inevitavelmente sua interpretação da obra de Bach foi analisada e comparada a partir da herança de Gould. Até que ponto você sentiu uma influência do famoso pianista canadense e até que ponto você reivindica sua independência dele?
Gould foi o maior gênio da arte interpretativa de toda a história da música. Com as interpretações que ele fez de Bach ele mostrou que existe um grande espaço para que o intérprete coloque sua individualidade. A criatividade em música está passando há tempos por um período difícil, e foi Gould quem fez da música uma arte interpretativa.
Claro que eu conhecia o trabalho de Gould quando comecei a tocar e a gravar as obras de Bach, e na verdade posso dizer que tive uma boa relação com ele. Mas apesar disso, acredito que tenho uma visão muito própria da obra de Bach, diferente da de Gould. Gosto da definição que o pianista de jazz David Brubeck fez de minhas interpretações. Ele diz que destaco em Bach uma dimensão rítmica bem sul-americana, latina mesmo; e, de fato, Bach tem um lado rítmico que pode se encaixar em qualquer gênero musical.

Depois da série de eventos que, por fim, gradualmente o afastaram das atividades como pianista, você iniciou uma nova fase em sua carreira, desta vez como regente. Como tem sido essa experiência?
Não entrei na regência por brincadeira. Minha luta é para fazer na regência o que fiz durante 30 anos ao piano com Bach. O que eu quero é excelência, mesmo tendo iniciado essa nova atividade aos 64 anos. Paralelamente desenvolvo também um projeto de responsabilidade social, tanto com minhas apresentações como com os músicos da Bachiana Jovem Sesi-SP. Mas tenho ciência que, sem excelência musical, em nada adianta vir com esse papo de sustentabilidade e responsabilidade social. Hoje minha luta é muito mais pela excelência musical do que pela superação. A excelência musical é a minha meta. Mas tal como aconteceu quando me lancei na carreira de pianista décadas atrás, primeiro terei que batalhar por minha projeção no exterior para então conseguir ser reconhecido no Brasil.

Você não acha que essa desconfiança que você suscita em parte do meio especializado não seja consequência da ascensão de sua figura como “show man”, além de ações musicais um tanto questionáveis – do ponto de vista da música de concerto – tal como as recentes parcerias com Chitãozinho e Xororó e Caetano Veloso?
As pessoas me criticam por acharem que minha vida é uma festa. Para você ter uma ideia, nesses últimos oito anos, se eu fui em dez jantares da alta sociedade estarei exagerando, porque eu quase não saio de casa de noite, a não ser que seja para fazer concertos. No passado, como pianista, confesso que fiz mais isso, e foi algo importante no início de minha carreira. Hoje mudei muito, e estudo de seis a sete horas todos os dias. Chamam-me de politiqueiro, mas eu nunca saio de meu camarim para receber um político, pois como artista, são eles que devem ir me procurar, caso assim o queiram.

Sobre as eventuais parcerias com artistas populares, acho que o músico clássico não pode ficar na sua torre de marfim. Estou cansado de ler entrevistas de pessoas dizendo que a música não tem que ser da elite, mas na verdade elas nunca botaram pé no barro. Eu sim, já fiz apresentações em todas as grandes favelas de São Paulo e em cidades que estão longe de ter a infra-estrutura de nossas capitais.

Fiz Chitãozinho e Xororó cantarem Bach, Schubert, Beethoven e Villa-Lobos e, em contrapartida, fiz com que as músicas deles fossem executadas em arranjos nos quais a orquestra não atuava como mero coadjuvante. O que eu quero é atrair o público sertanejo para música clássica e ao mesmo tempo fazer com que o pessoal de nariz empinado da música clássica perceba que a música sertaneja é muito importante para o país. Algo parecido ocorreu com Caetano, numa situação em que fizemos uma peça de Bach, e foi assim que milhões de brasileiros puderam ouvir esse compositor. Se for para divulgar música clássica, eu vou até ao programa do Ratinho! Não sou santo nem Ofélia, mas ao menos tomei uma atitude.

Por falar nisso, na década de 1990 você teve seu nome envolvido em denúncias de irregularidades no financiamento da campanha de Paulo Maluf para governador do Estado, de quem havia sido secretário da cultura em 1981. Como vê hoje essa questão e a sua relação com a política?
Esse foi, sem dúvida, o maior erro de minha vida, pelo qual ainda pago. Até hoje em dia acordo de madrugada, com as mãos suando, por conta desse que foi um dos piores momentos de minha vida. A questão é que participei de uma campanha política (para a qual estava prevista minha participação na secretaria de cultura, caso ganhássemos) contribuindo como pessoa jurídica, hoje algo regulamentado, mas que na época era proibido, apesar de ser algo que todo mundo fazia. Sobrou para mim, porque estava ao lado de um candidato polêmico, que, diga-se de passagem, encontrei raríssimas vezes nos últimos dezoito anos. Apesar das denúncias, tinha tudo documentado, e depois o STJ me inocentou por nove votos a zero. Mas é por essas e por outras que hoje não quero nada com o poder público: se me convidarem para qualquer cargo público, seja dirigindo uma orquestra ou um festival, vou recusar. Com a minha orquestra já toquei dezenas de vezes na Sala São Paulo e em dezenas de cidades do interior, e mesmo no exterior, sem um tostão do governo, e assim pretendo continuar.

Como você analisa o meio clássico brasileiro da atualidade?
Penso que hoje, por conta da Osesp, governadores de diversos estados perceberam que a musica clássica é um cartão de visita, e se isso é verdade, devemos isto ao John Neschling. Aliás, ressalto que a Osesp do Neschling tocava muito melhor que atual Osesp do Tortelier. Acredito muito no trabalho que o Fabio Mechetti está realizando em Minas, da mesma forma que admiro muito os resultados que Ricardo Castro está obtendo na Bahia.

Tenho grande admiração pelo Roberto Minczuk, também, que é o único maestro brasileiro a reger as mesmas orquestras que o Eleazar de Carvalho regeu, e que está se empenhando para fazer da OSB um símbolo internacional. Ele tem condições de dirigir qualquer orquestra do mundo. Mas infelizmente, ele tomou uma atitude polêmica, e acho que ele deveria ter estabelecido um diálogo individual com os membros da OSB, músico por músico, ao invés de demitir coletivamente. Apesar disso, acho inadmissível o alijamento  que estão tentando fazer com ele. Creio que quando as duas partes em conflito derem um passo atrás, tudo se resolverá. O Minczuk já fez a parte dele, agora cabe aos músicos fazerem a deles. Por isso, reprovo os nossos músicos de ponta que estão botando lenha nessa fogueira. Há sim espaço para todos e é o momento de unir a classe. Acho um absurdo que no Brasil excelentes maestros ainda sejam apunhalados por seus colegas ou pelas instituições que representam.

É preciso ter um pensamento pró-ativo, para criar, e não destruir. Por exemplo, poucas pessoas sabem que a semente do Festival de Campos de Jordão foi dada por mim e pelo maestro Diogo Pacheco, ainda no governo de Abreu Sodré, quando realizamos os concertos no Hotel Turiba. Da mesma forma, ninguém fala que a Virada Cultural da cidade de São Paulo foi uma ideia que nasceu numa conversa que tive junto com Andrea Matarazzo, Regina Porto, Luis Felipe Dávila e Caio Carvalho, eventos esses para os quais, não sei porque, nunca fui chamado a participar.

Em todo caso, são atitudes como essas que me deixam gratificado, e quero em meu último momento de vida dizer que, sim, fui um músico.

 

 
Theatro Municipal de SP festeja centenário com ópera "Rigoletto"

teatro_municipal-800pxTheatro Municipal de SP festeja centenário com ópera "Rigoletto"

Com direção de Felipe Hirsch, espetáculo fica em cartaz até domingo; ingressos estão esgotados

Fonte: Augusto Gomes, iG São Paulo
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/theatro-municipal-de-sp-festeja-centenario-com-opera-rigoletto/n1597207762696.html

A ópera "Rigoletto", de Giuseppe Verdi, foi o espetáculo escolhido para festejar o centenário do Theatro Municipal de São Paulo. A montagem, dirigida por Felipe Hirsch, conhecido por trabalhos com a Sutil Companhia de Teatro como "Avenida Dropsie" e "A Vida É Cheia de Som e Fúria", estreou nesta segunda-feira, data em que o espaço completou 100 anos. A temporada vai até domingo (18), e os ingressos já estão esgotados
Em 18 anos de carreira, essa é apenas a segunda experiência de Hirsch em ópera. "Eu já tinha feito 'Barba Azul' em 2006. Depois o espetáculo veio para a temporada de 2008 aqui do Municipal", explica. A escolha de "Rigoletto" ficou a cargo do próprio diretor e, agora, ele espera levar o espetáculo a outras cidades. "Não tem sentido montar algo grande para apenas seis apresentações. A ideia é que se mantenha em repertório."
Mas, por enquanto, estão certas apenas as performances que acontecem até domingo, além de uma grande possibilidade de mais apresentações no próprio Municipal no início do ano que vem.
Segundo Hirsch, seu objetivo ao dirigir ópera é que o trabalho não seja diferente do que ele faz em teatro. "Eu tento trabalhar com a mesma intensidade emocional", explica. "Gosto quando todo mundo se envolve intensamente, profundamente, conceitualmente. Não apenas os solistas, mas também o coro, o elenco de apoio."
"Também ignoro um pouco quando dizem para mim que ópera deve se dirigir 'dessa maneira'", continua. "Estou inventando uma maneira de dirigir. Enquanto estiverem me aceitando, está bom."
Gestão privada
O aniversário de 100 anos do Theatro Municipal aconteceu três meses após sua reinauguração, depois de três anos fechado para reformas. As obras modernizaram o palco, revitalizaram a fachada, recompuseram pinturas e vitrais e restauraram assentos e encontos. O custo foi de mais de R$ 28 milhões, com recursos da Prefeitura de São Paulo e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O próximo passo é implantar a gestão privada do teatro. Em maio, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei que transforma o Municipal numa fundação, que poderá contratar uma organização social para gerenciar o espaço. Segundo o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, a implantação vai acontecer até a metade do ano que vem.
"A fundação não retira o Municipal da prefeitura, mas dá a ele autonomia administrativa e financeira. Trata-se de uma casa muito complexa e que precisa cuidar de si", explica Calil. "Há várias vantagens. O teatro, por exemplo, poderá ficar com as receitas provenientes dos espetáculos. Hoje, eles vão para a Prefeitura".
O secretário adiantou que, no ano que vem, o Theatro Municipal voltará a fazer parte da programação da Virada Cultural. O espaço foi utilizado nas primeiras edições do evento, mas ficou de fora três últimas justamente por causa das obras de restauro. "Ele certamente estará na Virada do ano que vem", disse.
Selo comemorativo
Durante a cerimônia de comemoração do centenário do Municipal, foi lançado um selo comemorativo da data. Com tiragem de 600 mil exemplares, os selos estão disponíveis em agências dos correios a partir desta terça.

 


 

 
A Importância da Música no Desenvolvimento Infantil

Autor: Sandra Vaz de Lima

Fonte : www.artigonal.com.br

Snyders (1997, p. 104) afirma que:

A música não pinta o amor ou a aspiração de um dado individuo em dadas circunstâncias, ela pinta a própria paixão, o próprio amor, a própria aspiração. A música supera as particularidades que certamente distinguem, mas também estreitam. Transcendendo as variações acidentais, acessórias, ela nos faz viver uma generalidade, porém concreta, imediata; o que a generalidade do conceito ou da palavra não chega a realizar.

Através da música o ser humano consegue uma forma de expressar-se sentimentalmente, traz consigo a possibilidade de exteriorizar as alegrias, as tristezas e as emoções mais profundas, emergindo emoções e sentimentos que as palavras são muitas vezes incapazes de evocar. Além disso impulsiona a expressão corporal e faz com que o corpo vibre com a excitação que o abala.

Quanto à musicalização nas escolas, as opiniões foram diversificadas:

É um dos valiosos instrumentos que ajuda na aprendizagem, pois ela favorece ao aluno o ato de aprender.

É importantíssima, porém faz-se necessário ressaltar que deve ser direcionada, para não ser apenas uma aula de curtição.

A música é importante para trabalhar temas atuais, assim o aluno desperta o senso critico, analisando a letra da música. Relacionando-as com a realidade da sociedade.

É uma linguagem cujo o conhecimento se constrói e não um produto pronto e acabado. Então a musicalização na escola é essencial.

Traz alegria, descontração, entusiasmo, tudo o que precisa-se para o trabalho escolar.

Através da musicalização os alunos ampliam suas relações com o espaço natural ou construído, até mesmo se expressando a partir de seu esquema corporal, não percebendo que assim, estará transferindo os elementos expressivos encontrados nos estímulos sonoros das composições musicais.

Percebe-se que a musicalização para todos os envolvidos na pesquisa possui um valor significativo, quanto o processo de ensino e aprendizagem do alunado. Através da educação musical é possível despertar o interesse do aluno pela música, fazendo com que conheça a pluralidade da linguagem musical. Além disso a escola deve criar situações para que o aluno possa vivenciar, analisar e compreender a produção artística musical.

Todos os professores envolvidos na pesquisa afirmam que gostam de trabalhar a música em sala de aula, buscando alcançar os objetivos propostos. Segundo as respostas, a música:

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Viver Bem Com a Música

A Música quase que faz parte da alma humana. A história de vida de cada um pode ser contada em dias, semanas, meses e anos - ou por sons, harmonias, ritmos e melodias. A cada acontecimento de nossas vidas podemos associar um som, uma cor, um cheiro, uma presença, uma emoção. Poucas coisas, entretatno, podem ser tão  memorizadas e revividas quanto as vibrações de uma música.
Vivemos esta experiência desde o ventre de nossa mãe, embalados pelos seus batimentos cardíacos.
Como o ar que repiramos, - imperceptível até que nos falte - a música é elemento vital para a harmonia do homem  consigo mesmo, com a natureza, com o próximo.
Como linguagem, integra todos os seres já que todos dialogam por meio de vibrações. Como fonte de energia, inspira o coração por sons - que são as suas palavras -, carregando ritmos, harmonias e melodias que podem ser comprartilhadas.
A música é uma linguagem. As suas palavras - os sons - se articulam através de atores os mais diversos. Diferentemente da linguagem verbal - na qual o único protagonista capaz de articular palavras é o home,m a música é falada por um universo maior de seres.
 O homem fala música. Os animais falam música. Os átomos  falam música. A natureza fala música. Os astros falam música. o universo, através dos sons, coloca toda a existência em harmonia com uma linguagem única. As formas  refletem musicalidade como também as cores. Tudo se espressa  de uma forma não-verbal, de modo a produzir em outros seres algum ritmo, alguma melodia, alguma harmonia.

Autor:Everli dos Santos

 
Violão X Yoga

Prática oriental é uma alternativa  para a saúde  e o bem-estar do violinista

Volta e meia aparecem, em conversas particulares , festivais ou fóruns da Internet, dúvidas relacionadas ao bem estar e saúde dos músicos. Os violinistas não estão alheios a isso. Os temas mais comuns são os relativos á postura corporal e á tensão pré-apresentação, além da prática diária de estudos. Vários violinistas não hesitam em sugerir uma prática milenar para ajudar nessas questões: o yoga.O violão, como sabemos, é um instrumento de cordas dedilhadas. Ao contrário dos manuais de canto ou de instrumentos sopro, os métodos de violão não apresentam exercícios respiratórios, porque, em tese, os violinistas não precisam deles da mesma maneira biológica que os flautistas, por exemplo. Isso, em ermos musicais, acaba sendo uma falha. Entre, muitas técnicas do yoga estão os exercícios respiratórios, os chamado pranayamas SABER RESPIRAR DIREITO É IMPORTANTE, POIS O MÚSICO RESPIRA COM A MÚSICA E A MÚSICA EM SI, POSSUI SUA RESPIRAÇÃO PRÓPRIA. Além disso, uma boa respiração dá rimo, acalma e ajuda o músico a se concentrar melhor.

Primeiro, o violinista deve ter consciência de todo o seu aparato respiratório e de. Como se faz a respiração. Começando com a respiração abdominal, deve-se trabalhar o que chamamos de respiração média colocando as mãos nas costelas e prestando atenção a sua movimentação. Por fim é a vez da respiração alta, colocando-as mãos na altura das clavículas, e observando a movimentação suave dos ombros enquanto inspiramos e expiramos.

Somente depois de trabalhar  bastante cada região é que se deve fazer a respiração completa. Na inspiração, começamos pela região abdominal, colocando a barriga para fora, depois passamos pela região média movimentando as costelas e, por último, temos a respiração alta. Na expiração, fazemos o movimento oposto, começando pela região alta, passando depois para a média  e pela baixa, colocando a barriga para dentro. Dois pontos importantes: a respiração deve ser sempre nasal. Profunda e tranquila; e a coluna deve estar sempre ereta. A  atenção à respiração deve ser mantida sempre, criando um hábito.

Autora: Selma Antunes

 
Agendando os Primeiros Recitais

Dicas para quem está fazendo um som de alto nível e quer levá-lo a público   

  Prepare uma amostra do seu trabalho para ser apreciada por um contratante. Ela deve conter uma biografia, o programa, fotos e uma gravação. A biografia deve ser sucinta .Inicie com as conquistas a   ressaltar -- por exemplo, prêmios em concursos. Um erro é gastar metade do texto falando de todos os seus professores e cursos. Textos assim não o mostram como um profissional – fale de suas vitórias. No começo de carreira é natural ter pouco o que escreve, mas mesmo nesse momento podemos fazer isso. Compare:

”Fulano é aluno de Zé UXY, e fez masterclass com Souza”

“Fulano foi aprovado para cursar  o Bacharelado em Violão na UXY, na classe de Zé e foi selecionado para realizar masterclasses com Souza”

O segundo texto mostra os mesmos fatos, apenas sob outra perspectiva. Nunca distorça, altere ou invente  fatos com o fim de ludibriar.

Não tente tirar fotos com um amador! É barato tirar boas fotos e preparar um bom material gráfico não economize na primeira impressão,  materiais promocionais com fotos ruins costumam  ir direto para a gaveta.

Normalmente o que determina o contrato é a gravação. Seu concorrente está preparando uma gravação profissional; se você a fizer de qualquer jeito, é  ele quem será contratado.O tempo ideal é de 15 a 20 minutos.O contratante não vai ouvir tudo, portanto capriche na escolha e comece com impacto.Faça a pessoa gostar ouvindo apenas os primeiros minutos.

 

Para quem Proponho Recitais?

Envie propostas para locais em que tocam colegas com um trabalho semelhante ao seu, inclusive de outros instrumentos.

Alguns locais alternativos podem ser ótimos para sua primeira apresentação: livraria, biblioteca, cafés, igreja, escolas, centro culturais na periferia, hotéis entre outros. Ao tocar num ambiente em que há dificuldade de recriar um teatro, fragmente a apresentação ou negocie a possibilidade de fechar o local só para o seu recital. Para quem quer fazer também um trabalho social, são ótimos locais asilos, hospitais e creches.

Adquirir guias do mercado musical é uma ótima alternativa para aumentar seu campo de possibilidades.

 

Fechando contrato

Ligue para o contratante e mostre interesse em enviar seu material para apreciação a pessoa oferecerá a possibilidade de enviá-lo por e-mail com foto, release, gravação e deixe bem claro que tem um material promocional que pode ser enviado imediatamente. Dois ou três dias depois ligue para confirmar a chegada do email e tente novamente agendar uma reunião.

Encare a reunião como uma entrevista de emprego, mas cuidado: eles estão contratando o serviço de um músico, não um executivo. A imagem que as pessoas fazem de um músico de uma pessoa passional, que abdica de uma vida de luxo para ter realização pessoal. Passe essa impressão na reunião, mostrando que é responsável e digno de confiança.

O pagamento para o artista se dá de quatro formas: compra de show, patrocínio, bilheteria ou cessão de espaço. Na compra de show. O espaço paga todas as despesas e organiza o evento. No patrocínio, o músico organiza tudo e procura financiadores. Na bilheteria, o pagamento do músico se dá de acordo com o resultado de borderô. É comum o teatro ficar com uma porcentagem das vendas ou cobrar um aluguel.

A forma mais provável de um iniciante começar é por cessão de espaço. O local abre as portas sem cobrar nada, e exigirá ingressos a preços simbólicos ou gratuitos. Não seja negligente caso toque de graça. Se seu evento for bom. Há chances de obter uma oportunidade melhor.

 

Organização do Recital

Prepare com antecedência toda a burocracia (Ecad, OMB, sindicato, impostos). Informe-se como proceder para obter a liberação desses documentos, e quais são necessários. Alguns documentos levam duas semanas para serem processados.

Para a divulgação é importante preparar um texto com no máximo cinco linhas. Lembre-se do básico: data, hora, local, programa e artista. Reserve um horário nos dias anteriores para ligar para algumas pessoas, colar cartazes e distribuir filipetas. Envie e-mail para jornais, revistas e emissoras de rádio e com antecedência de uma semana. Caso o evento tenha cobrança de ingressos, procure tê-los antecipadamente e venda para todo mundo que conheça.

Não deixe de preparar um programa para ser lido pela platéia – é o documento que prova que aquele recital aconteceu. Caso queira anunciar as peças, prepare o texto. É comum um iniciante subir ao palco seguro, ficar nervoso durante a fala e ter seu recital comprometido.

Mãos á obra e muito sucesso no seu recital!

 

Autor: Alváro Henrique

 
A encantadora vida de Lobão

Numa época em que se escreve biografia de artistas com menos de 18 anos (de vida) e de bandas inexpressivas e que o Tempo, espero, fará o favor de nos fazer esquecer, a história do cantor, compositor e músico João Luiz Woerdenbag Filho, o Lobão, é um alento.

Mas não é só por causa de sua vida polêmica, o uso de drogas, sua prisão, as tentativas de suicídio, as brigas com a indústria fonográfica e os atritos com Herbert Viana que Lobão merece ter sua vida transformada em livro. Nem tampouco por suas belas músicas e letras.

Lobão merece uma biografia porque fez história. Lobão é história. E o Tempo, aquele mesmo para o qual dirijo preces esperançosas no início desse texto, passou depressa e as novas gerações, tão conectadas e interativas, mal sabem quem ele é e o que representa.

Lembro de ter ido a um show do Ludov, há alguns anos, e uma garota empolgada na platéia, pouco antes da apresentação, comentava com um grupo de amigos que ouvira no rádio uma "música estranha" que dizia "Blá, blá, blá, eu te amo". Fiquei chocada: ela não conhecia Lobão! É para ela e para sua geração que "Lobão, 50 anos a Mil" se torna obrigatório.

Ler "50 Anos a Mil" é como estar num papo descontraído com o próprio músico. Mesmo que só ele fale. A narrativa é intensa, às vezes prolixa, e Lobão não poupa o dicionário para descrever com suas palavras contundentes os fatos sob a perspectiva de um senhor que viu e viveu de tudo um muito.

Vale mencionar que a parceria entre Lobão e o jornalista Claudio Tognolli, que assina com o músico a autoria do texto, foi um sucesso. Enquanto Lobão mergulhou no passado para rememorar sua história, com seus erros e acertos, Tognolli fez o papel de organizador do material. Tanto o jornalista como a editora foram felizes em manter a narrativa com as características únicas do discurso verborrágico do músico.

Lá estão, como era de esperar, os momentos difíceis na vida, as conquistas, os altos e baixos da carreira, as rixas, as bandas e músicos com quem tocou e conviveu, os problemas em família, as dores e os amores. Espanta saber com foi sua primeira masturbação, assim como encanta conhecer mais sobre uma personalidade tão intensa.

Fonte: Lizandra Pronin

 
Uma Música Cantada Com o Nariz

Uma performance impressionante de um músico canadense chegou a passar despercebida, não fosse a sua inclusão na trilha sonora de uma novela da Rede Globo.

Em meados de 1990, um grupo de folk-rock e country music canadense brindou o mundo com uma canção pra lá de excepcional, que de tão genial nem recebeu um nome (como que a espera dos nomes que Deus descortinará no Juízo Final), embora sua letra e seu enredo quase nada digam, como a maioria das poesias musicadas na América do Norte. O próprio grupo que a compôs e a divulgou jamais fez um sucesso tão estrondoso quanto um Duran Duran, um Fleetwood Mac ou um Bob Dylan, e seus poucos discos (em número de 8 – estúdio) não venderam quase nada em relação aos grandes nomes da música pop, mesmo em termos de um país como os Estados Unidos, que adoram country, e seu próprio país, Canadá, que adora folk.

Refiro-me ao Grupo "Crash Test Dummies" (ao pé da letra, "Bobos de teste de estrondo"), com sua música sem nome, ou com nome intraduzível, chamada "MMM MMM MMM MMM". É uma canção daquelas que veio para ficar, e ela será tão bem vinda daqui há 2.000 anos quanto o foi em 1991. Muitos críticos da safra musical 90 chegaram a dizer que "MMM" seria o marco exato entre a boa música dos anos 80 e as ruins ou sofríveis da década seguinte, sem considerar, obviamente, as lindas músicas radiodifundidas nos anos 90.

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 Mas MMM é mesmo linda, servindo como marco para a música country do mais belo estilo, com a peculiaridade de nascer num Grupo e num país onde o country nem sempre é carro-chefe e paixão, ou onde o pop é mais tecnológico e rítmico. Ela conta sofrivelmente a história de um garoto pouco conformado à sua idade escolar e uma traquinagem com um carro emprestado, intercalando-a com a história da volta de uma garota igualmente inconformada que atende ao sonho do garoto, e este sonho é tão lindo ou inconfessável que o autor da canção apenas sussurrou o seu "MMM MMM MMM MMM" – sussurro esse quase inimitável, se descobrirmos que ele foi "pronunciado" apenas pelo nariz, num estribilho nasalizado nunca antes tentado, e cujo esforço rendeu ao intérprete horas de "convalescença", por assim dizer, e desgaste acentuado e diagnosticável às cordas vocais. No vídeo oficial ao vivo de MMM MMM MMM MMM, o esforço nasal fica perfeitamente visível, a ponto de enfear as feições faciais do vocalista. O murmúrio do MMMMMM também remonta livros que encerraram seus enredos com esta expressão onomatopaica como símbolo de um prazer inefável a ser sentido pelo leitor que colocar em prática as recomendações da obra, como se pôde ler na última linha de "J, A Mulher Sensual", de Joan Garrity.

Finalmente MMM é uma balada pra lá de espiritual e romântica, transportando o ouvinte para um lugar de êxtase sonoro indizível, como nas baladas dos melhores westerns de Hollywood, ou dos mais belos desenhos animados de contos de fadas. Quem tiver olhos de ver e sobretudo ouvidos de ouvir, como explicou Luiz Carlos Lisboa, poderá fazer dessa música um hino de louvor à paz e trilha sonora dos melhores momentos de uma existência abençoada por Deus.

Autor: João Valente de Miranda

 
Música x Inglês

Afora o interesse pessoal e profissional da pesquisadora, o tema se propõe a analisar a influência que a música exerce na aprendizagem de uma segunda língua para as séries iniciais de pré a 4ª série em instituições confessionais de ensino, que levam professores e alunos a se estimularem no ensino nessa faixa etária.
Devido à falta de estímulo dos alunos, não correspondendo através das avaliações interesse em estudar e com o não cumprimento das tarefas programadas, o objetivo de aprendizado não está sendo atingido; ao passo que fazendo uso de canções e música os alunos acabam, por assim dizer, fixando em sua memória o conteúdo estudado.
O objetivo proposto é mudar a metodologia de ensino para que a criança passe a gostar da língua inglesa, não ensinar apenas tradução e sim dentro da música a gramática e a pronúncia.
Infelizmente, as salas de aulas tradicionais permitem pouco espaço para os interesses e necessidades individuais das crianças. A não utilização correta de músicas limita os alunos a utilizarem atividades no livro e caderno que para eles são sem atrativo e repetitivo. Eles precisam realizar as tarefas propostas no mesmo espaço e dentro de um tempo delimitado. É comum ao aluno sentir-se enfadado em executar as atividades, o que os motiva são as músicas.
Dentro do contexto de uma aprendizagem de língua estrangeira, o contato que o aprendiz tem com a língua fica como que restrito à sala de aula e esta nem sempre oferece condições ideais para interação e essas oportunidades são na maioria das vezes, situações artificiais em forma de simulações sujeitas à interferência negativa de fatores sociais e afetivos.

Temos como base fundamental, as teorias sócio-psicológicas e sócio-culturais da linguagem e da mente, que tem em Vygotsky, o teórico de maior expressão, sem deixar de levar em consideração estudos de outros pesquisadores. Uma das hipóteses centrais para o trabalho de Vygotsky, são as teorias sobre a interação entre educador e educando em função dos esquemas de conhecimento sobre a tarefa a ser realizada, recursos e suportes de apoio que serão utilizados.

Este projeto foi realizado na investigação dos benefícios de aprendizagem de Língua Inglesa, através da metodologia com a música, sendo um suporte e apoio motivacional para a criança e o adolescente no ensino fundamental e para o professor. Aborda o uso da música que será analisada como meio para o desenvolvimento humano que atuam sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) e investiga também o papel do educador e aprendiz nesse cenário e suas implicações no processo de ensino e aprendizado.

A fundamentação teórica deste estudo tem como objetivo investigar os benefícios de Vygotsky e sua contribuição: da teoria para a prática, refletir sobre a teoria de Krashen e analisar Beltran que comenta sobre a qualidade de ensino da língua inglesa na educação infantil.

Os métodos para um aprendizado eficaz descrevendo a metodologia adotada e a contribuição de outras, a elaboração de atividades com a música que foi aplicada para crianças do ensino fundamental sendo a faixa etária entre 4 e 10 anos.

Como se deve avaliar e analisar os benefícios do uso da música no Ensino Fundamental, o desenvolvimento e resultado que trata sobre a diferença na qualidade de ensino através do ambiente e materiais adequados para ministrar a aula, práticas didáticas dentro da realidade em sala de aula, contextualização com a realidade do aluno, coleta de dados e resultados obtidos após o uso da metodologia através da elaboração e aplicação da mesma pela professora pesquisadora.        Dentro das considerações finais será abordado sobre as limitações que são encontradas dentro da sala de aula e as vantagens obtidas através dessa pesquisa em usar aquilo que motiva a criança aprender uma segunda língua. Seguem-se as referências bibliográficas.

O objetivo aplicado em questão discutiu sobre a utilização da música por parte do aprendizado da criança e adolescente no ensino fundamental. Vygotsky (1929/2000: 35) nos explica que as funções psíquicas superiores incluem: a sensação, a percepção, a atenção, a memória e o pensamento do qual nos baseamos para a linguagem. A aquisição de uma segunda língua requer do indivíduo um comportamento além do básico, pois são a partir de uma segunda língua que serão avaliados as habilidades de interação em outros contextos além daqueles que são vividos no dia-a-dia.

Anúncios GoogleAs brincadeiras e músicas que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra, desta forma, pode-se perceber a importância do professor conhecer a teoria de Vygotsky. No processo do ensino fundamental o papel do professor é de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento.
A desvalorização do movimento natural e espontâneo do aprendiz em favor do conhecimento estruturado e formalizado ignora as dimensões educativas da brincadeira, música e do jogo como forma rica e poderosa de estimular a atividade construtiva do educando. Tornam-se indispensáveis e imprescindíveis que o professor procure ampliar cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, atividades visuais e manuais, músicas e brincadeiras com outros alunos.
“As concepções de Vygotsky sobre o funcionamento do cérebro humano fundamentam-se em sua idéia de que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo da história social do homem. Na sua relação com o mundo, mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos culturalmente, o ser humano cria as formas de ação que o distinguem de outros animais”. (OLIVEIRA, 1992, p. 24)
Esta pesquisa – a ação é de caráter qualitativo, que a pesquisadora realizará na sua própria prática pedagógica.
Foi trazido para os alunos de pré a 4ª séries músicas didáticas em inglês para serem apresentadas, dentro do conteúdo estudado, para assimilação do vocabulário. Ouvimos várias vezes para praticar a pronúncia. Com crianças de pré ao 1º ano foi trabalhada a música junto com brincadeiras e jogos da memória, sempre fazendo mímica, pois os mesmos ainda não lêem e não escrevem. O material utilizado para essas aulas foram CD’s e DVD’s que estimularam os alunos a se interarem no conteúdo.
Para os alunos, foi um momento de descontração e para a professora, foi uma forma de aumentar a motivação do grupo e de tornar suas aulas mais “interessantes”, aproximando-se das expectativas deles.
Foi surpreendente a maneira como se dispuseram em realizar esta atividade, em sua maioria cantaram com uma excelente pronúncia.
Há necessidade de se fazer um trabalho diferenciado neste aprendizado, algo trabalhado em sala de aula. A música cristã pode ser trabalhada também com as turmas e abordar tópicos importantes tais como: Mensagens que levem o amor de Deus e o sacrifício de Jesus para os alunos, a pronúncia, a leitura, a escrita e o ouvir da língua estrangeira. O conceito aqui é trabalhar a gramática de uma maneira prazerosa, pois “a música é um dos estímulos mais potentes para ativar os circuitos do cérebro”. (BELTRAN, 2001, p. 21).
Ela contribui para as ligações neurais no cérebro ativando os neurônios facilitando assim o aprendizado de uma segunda língua.
As atividades lúdicas têm o poder sobre os estudantes de facilitar tanto o progresso de sua personalidade, como o progresso de cada uma de suas funções psicológicas intelectuais e morais. Ademais, a ludicidade não influencia apenas as crianças, ela também traz vários benefícios aos adultos, os quais apreciam aprender algo ao mesmo tempo em que se distraem.
Com base nos objetivos do projeto, nos dados obtidos e no referencial teórico, foi possível chegar às seguintes conclusões:
A formação oportuniza o professor não só o saber da sua sala de aula, mas possibilitam também, conhecer as questões da educação, as diversas práticas analisadas na perspectiva histórico, sócio-cultural.
A pesquisa foi feita com base em atividades realizadas em sala de aula com alunos de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, observando que com uma base fraca e sem motivação os alunos apresentaram um bloqueio e rendimento abaixo do esperado. Ao passo que com a metodologia adotada através da música o objetivo para muitos foi atingido.
A  pesquisa possibilitou verificar a distância que existe entre a teoria e a prática concreta em sala de aula. Os alunos admitem uma mudança de atitude após terem tido o conhecimento teórico no processo de formação. Vale ressaltar que, se não houver uma continuidade nos estudos, não haverá uma contínua construção do conhecimento.
Não estamos aqui apenas concluindo um trabalho, ele mostra alguns pontos de partida. Nesse sentido,  sugerimos a possibilidade da escola rever o seu projeto político pedagógico, contemplando o ensino da língua inglesa e as relações do mesmo na escola; a possibilidade de que no projeto político pedagógico, a formação do professor se dê numa perspectiva de formação continuada.  Esse projeto foi de uma representatividade excepcional, não só pelo grande crescimento proporcionado, mas também como quebra de paradigmas, pois, ensinar e aprender podem estar de mãos dadas com o prazer e a satisfação intelectual.
Conclui-se que o papel do pedagogo e do professor é, aliás, de fundamental importância para a difusão e aplicação de recursos lúdicos. O professor ao se conscientizar das vantagens de uma sala ambiente para o ensino da língua estrangeira, adequará a determinadas situações de ensino, utilizando-as de acordo com suas necessidades.  O pedagogo, como pesquisador, estará em busca de ações educativas eficazes.
Assim, o aprendizado se daria em um ambiente mais agradável, pontuado pela coragem de professores e  pedagogos, que não têm medo de se arriscar em sonhar com um ensino de qualidade.
É importante, também observar, conforme a experiência das professoras, que a ênfase na oralidade não deve excluir o trabalho com a modalidade escrita; os alunos sentem necessidade de registrar em seus cadernos os conteúdos trabalhados em sala de aula. Também as expectativas de alguns pais, com relação ao que seus filhos estão fazendo na escola, pressupõem a existência de livros e cadernos que explicitem o que as crianças realmente estão aprendendo nas aulas.
Quanto às atividades, centradas na oralidade, desenvolvidas na sala de aula, algumas recomendações se fazem apropriadas com vistas a facilitar o trabalho do/a professor/a.
No caso da utilização de jogos é importante destacar a necessidade de uma preparação prévia para evitar problemas na sua realização na sala de aula; as regras e os objetivos dos jogos apresentados devem ficar bem claros aos alunos de modo que eles possam desempenhar o conteúdo lingüístico que é solicitado. Todo material extra a ser utilizado no jogo deve estar à disposição dos alunos; cuidados também devem ser tomados quanto à organização do espaço necessário para a realização do jogo.
As canções, as rimas e os poemas também exigem uma preparação, principalmente quanto aos seus aspectos sonoros e rítmicos, uma vez que um dos objetivos principais deste tipo de material é familiarizar os alunos com a sonoridade da língua; os alunos certamente percebem qualquer hesitação por parte do professor o que poderá prejudicar o andamento das atividades propostas.
Vale mencionar que, caso haja acompanhamento de algum instrumento musical, a atividade adquire um caráter extremamente instigante para os alunos; instrumentos de percussão certamente acrescentam colorido especial a este tipo de atividade.

 
Música Simples

A música de folguedos populares, produzida no seio das comunidades rurais ou periféricas (em relação à cultura erudita e ao conhecimento acadêmico), tem uma estrutura melódico-harmônica simples, utilizando poucos elementos para ser produzida: um motivo rítmico-melódico que se repete indefinidamente, sob acompanhamento harmônico de estrutura igualmente simples onde predominam cadências de acordes do Iº, IVº e Vº graus (que no tom de Dó correspondem ao Dó, Fá e Sol, respectivamente). Pensar que esta simplicidade seja sinônimo de falta de conhecimento ou elaboração é um engano que muitos cometem por desconhecerem que na simplicidade, muitas vezes, encontramos a síntese de uma gama enorme de conhecimentos e possibilidades. Nesta categoria de música podemos incluir as cantigas de roda, das brincadeiras infantis, cantigas de ninar, e tantas outras que fazem parte da cultura popular, como as músicas de antigos carnavais, as "chamadas" da capoeira, músicas do "bumba meu boi", maracatus, sambas-de-roda etc. Por quê essas músicas agradam a tão grande número de ouvintes e passam de uma geração para outra com tanta facilidade? Esta não é uma pergunta muito fácil de ser respondida, mas, utilizando uma linguagem mais poética que científica, com algumas metáforas e comparações, podemos expor algumas idéias que nos conduzam, se não a respondê-la, pelo menos a oferecer algumas possibilidades de interpretação deste fenômeno. Podemos considerar que:

· A Arte Popular, é uma atividade humana movida pelo princípio do prazer. Ninguém canta ou dança para sofrer ou ficar triste. Mesmo que a inspiração parta de um sofrimento, o resultado é a alegria (ainda que pela catarse).

· A Música é uma arte do movimento, visto que seus elementos principais, o ritmo, a melodia e a harmonia, se deslocam no Tempo produzindo a noção de movimento expresso nas condições de "antes" e "depois" por meio das repetições de frases rítmicas, melódicas e harmônicas.

· O ritmo pode ser percebido na Natureza através da repetição de eventos num determinado tempo, em intervalos constantes.

· Podemos entender o movimento, observando seus momentos mais importantes e denominá-los: tensão e relaxamento. Por exemplo, uma bola arremessada para o alto (tensão) se desloca até um ponto e retorna (relaxamento); uma pergunta feita (tensão) encontra sua resposta (relaxamento); podemos pensar em pólos magnéticos, dor e prazer, yin e yang e muito mais, sempre encontramos estes dois momentos: tensão e relaxamento. Momentos que são opostos e complementares, um "relativizando" o outro. Bem, e como é que esta série de assertivas pode responder à questão sugerida acima? Fazendo a conexão entre elas. Nessa categoria de músicas, os acordes de Iº IVº e Vº graus (Tônica, Subdominante e Dominante, respectivamente) têm uma função harmônica, segundo a sensação que provocam (repouso, tensão ou relaxamento) nos ouvintes e nos executantes. A Tônica, provoca uma sensação de repouso, a Subdominante, provoca uma sensação de movimento (pouca tensão) e a Dominante, a sensação de tensão, que deve ser resolvida com o retorno à Tônica. Esta é uma regra básica de harmonia funcional. Mas esta regra não existe por acaso. Ela responde a uma necessidade orgânica: o prazer, o relaxamento, a sensação de segurança, do conforto de "voltar pra casa" (o acorde inicial, o retorno à Tônica). Existe uma história bem interessante, que ilustra com clareza o que foi dito. Conta-se que o filho de um grande mestre da Música estava estudando ao piano, durante a noite, quando, após tocar um acorde de Vº grau (Dominante, acorde de tensão), parou e foi dormir... Seu pai, que o escutava de seu quarto ficou insone e só conseguiu "relaxar" depois de descer de seus aposentos e tocar o acorde que "resolvia" aquela tensão harmônica (e orgânica). Creio que o que possibilita uma grande identificação com a música "simples" é esta condição de síntese que ela contém onde, com poucos elementos provoca o movimento entre a tensão e o relaxamento, de forma direta e até previsível. Notem que nos detivemos aos elementos musicais apenas, sem fazer menção às letras das canções. Isso demandaria outro estudo.

Autor:João Nicodemos de Araujo Neto

 


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