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Origens dos nomes de bandas e artistas de rock - Parte B |
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Origens dos nomes de bandas e artistas de rock - Parte B
Fonte (http://whiplash.net)
B. B. King - Abreviatura para "Blues Boy King".
B52 - Nome de um penteado em formato de torre que por sua vez recebia o mesmo nome de um avião de bombardeio.
Baader Meinhof - É o nome de um grupo terrorista alemão dos anos 70.
Babes In Toyland - Nome de filme estrelado por Laurel & Hardy (O Gordo e o Magro) em 1934.
Bachman-Turner Overdrive - Nome de família dos membros da banda, Randy, Robby e Tim Bachman, Fred Turner e mais uma homenagem à revista de caminhoneiros Overdrive. O nome original da banda era Brave Belt.
Bad Company - O nome foi baseado em um filme de 1972 estrelado por Jeff Bridges.
Bad English - Vem do jogo de pool (variação de sinuca utilizando quinze bolas). Colocar "english" na bola é faze-la girar sobre si, para ganhar certo efeito. Eles não eram bons nesta manobra.
Badfinger - Vem de Bad Finger Boogie, nome inicial para a canção "A Little Help From My Friends" dos Beatles. Eles se chamavam the Iveys quando a Apple Records os contratou e gravaram um Lp, "Maybe Tomorrow", além de dois compactos com esse nome. A maioria do material deste LP foi reeditado como parte do disco de estréia, já como Badfinger, em "Magic Christian", trilha sonora do filme homônimo.
Bananarama - Junção dos nomes de um programa infantil dos anos 60, "The Banana Splits", com a música "Pyjamarama", do Roxy Music.
Band Of Susans - Parodia para Band of Gypsies. Três membros se chamam Susan.
Bangles - Bangles é um ornamento para ser usado em braceletes ou tornozeleiras. Eles queriam se chamar de The Bang porem já existia uma banda com esse nome. Antes ainda se chamaram Supersonic Bangs, nome tirado de um um estilo de cabelo da década de 60.
Bare Naked Ladies - Enquanto entediados aguardando um concerto do Bob Dylan, alguém da banda imaginou um garoto vendo uma mulher nua pela primeira vez. Gostaram do nome por este oferecer a idéia de sexualidade e inocência além de chamar a atenção.
Bauhaus - Nome de escola de arquitetura e estilo de desenho gráfico originada de 1919. A banda chegou a se chamar Bauhaus 1919.
Bay City Rollers - Eles pegaram um mapa e cravaram uma tachinha cegamente. A tacha marcou a cidade de Bay City em Michigan.
Beastie Boys - Beastie quer dizer animalesco. Porém o nome dessa banda é na verdade um acrônimo para "Boys Entering Anarchistic States Toward Internal Excellence" (Rapazes Entrando em um Estado Anárquico Visando a Excelência Interna).
Beatles - Inicialmente em 1956, eles se chamavam the Quarrymen, tirado do nome da escola em que estudavam, the Quarrybank High School. Com esse nome, a banda formou seu núcleo com John, Paul e George. Até 1959, os três já haviam saído desta escola, portanto era uma questão de tempo até mudarem o nome da banda. Experimentaram vários nomes sem muita convicção como Johnny & the Moondogs mas só no final do ano resolvem pensar seriamente no assunto. O quarteto de Liverpool adorava Buddy Holly & the Crickets. O nome Cricket tem duplo sentido na Inglaterra. Lennon começou então a buscar outros insetos que pudessem ter um duplo sentido. Ele acabou chegando em beetles (besouros) escrito Beatles para fazer um trocadilho com beat music. Assim nasce the Beatles em final de 1959. Muito pouco tempo depois, o amigo Cas Jones do grupo Cas & the Casanovas achou o nome ruim pois a mentalidade da época era de que bandas precisam ter um nome grande e sugeriu, "Porque vocês não se chamam Long John Silver & the Beatles?", uma alusão ao Long John Silver, o astuto pirata, personagem do livro A Ilha Do Tesouro. Inseguros, no dia de uma importante audição para uma futura excursão a Escócia, eles se apresentaram como the Silver Beatles e seus nomes artísticos se tonaram John Silver, Paul Ramon (donde os Ramones tiraram o seu nome), Carl Harrison (homenagem a Carl Perkins) e Stu de Stijl (homenagem a Nicolas de Stijl, pintor expressionista). Na bateria, no dia da audição, John Hutch e para a excursão Thomas Moore. Depois dessa excursão voltam a ser simplesmente the Beatles e nunca mais mudam.
Bee Gees - Como em BG's, ou seja, Brother's Gibb. Curiosamente duas pessoas que ajudaram o então quinteto australiano se chamam Bill Goode e Bill Gates (um DJ local).
Belle & Sebastian - Nome de programa infantil da televisão francesa. A banda vem de Glasgow, Escócia.
Ben Folds Five - Na verdade um trio formado pelo tecladista Ben Folds. Achavam que soava melhor foneticamente a palavra FIVE (cinco) ao invés de THREE (três). De qualquer modo, seu publico geralmente acha que eles fazem um barulho equivalente a cinco pessoas.
Berserkr - Nome de guerreiros da antigüidade que se vestiam com peles de urso, comiam cogumelos alucinógenos e invadiam cidades e vilarejos com fúria psicótica.
Bettie Serveert - Holandês para Bettie Serve. Bettie (Stove) é uma tenista holandesa da década de 70.
Big Audio Dynamite - Jane, do Sigue Sigue Sputnik, sugeriu as letras B.A.D. Foram considerados outros nomes como "Before Alien Domination" e "Black and Decker".
Big Star - Nome de uma cadeia de supermercados no sul dos Estados Unidos.
Bikini Kill - Lois Maffeo e Rebecca Gates da banda Spinanes certa vez se vestiram de gorilas e se chamaram Bikini Kill. Toby Vail ligou para eles pedindo permissão para usar o nome.
Billy Idol - Membro fundador da banda punk, Generation X de 1977. O nome artístico é um trocadilho com o adjetivo "idle" (vagabundo, indisciplinado) que caracterizavam o vocalista durante os anos de escola.
Biquini Cavadão - O grupo se formou no Colégio São Vicente de Paula. Tocando covers de Kid Abelha e Paralamas, receberam do amigo Herbert Vianna, a sugestão do nome do grupo. Herbert que impressionado com a juventude do grupo, que saia da adolescência, disse: “Se eu tivesse essa idade, tudo que eu queria era pensar em: mulheres, carros, biquini cavadão...”. Daí o nome. (Colaborou: Leandro Silva)
Birthday Party - Nome de uma peça teatral de Harold Pinter. Nick Cave era o vocalista ainda no inicio dos anos 80.
Black Crowes - O nome original da banda era Uncle Crowe's Garden, tirado de historia infantil.
Black Fag - Paródia da banda Black Flag. "Fag" é gíria para homossexual.
Black Flag - A bandeira preta é a bandeira dos piratas. É também uma marca de inseticida. Quando Adam Ant tocou na Califórnia, membros da banda distribuiram bottons com os dizeres "Black Flag kills ants!" (Black Flag mata formigas). Ainda segundo Henry Rolins, se inspiraram no nome do Black Sabbath.
Black Metal - Essa banda nórdica tirou seu nome do segundo disco do Venom de 1982.
Black Sabbath - Um Sabbath Negro é uma reunião de bruxas e feiticeiras. A banda se chamava Earth e resolveu assumir o nome de uma música composta por Geezer Butler, inspirada em um suspense do novelista Denis Wheatley.
Black Uhuru - Uhuru é Swahili (língua que se fala em Uganda) para liberdade, portanto o nome quer dizer Liberdade Negra.
Black Velvet Flag - Outra parodia da banda Black Flag.
Blind Guardian - Segundo Hansi Kürsch: "Nós gravamos nosso debut álbum, Battalions Of Fear, mas mudamos o nome da banda durante a gravação porque percebemos que todos que compravam nossas demos nas lojas encontravam na sessão de black metal, o que não era nosso objetivo. A razão para isso era o nosso nome, Lucifer's Heritage, que não condizia como nosso estilo de música. Então nós entramos em nosso estúdio e fizemos uma lista com nossos nomes favoritos para sugestão. Por alguns dias nós nomeamos como – devido a uma música do Metallica – Battery, mas nossos amigos mencionaram que não era uma boa idéia. Nós pegamos uma outra sugestão Raging Waters – devido à famosa música do Testament – mas nós escolhemos a minha sugestão." Retirado do BlindGuardianWeb (www.blindguardianweb.com.br).
Blink-182 - Eles queriam se chamar Blink mas já havia uma banda Irlandesa com esse nome. 182 é a quantidade de vezes que Al Pacino diz a palavra "fuck" no filme "Scarface".
Blondie - Segundo Debbie Harry: "Eu sempre fui chamada de 'blondie' por caminhoneiros e motoristas em geral. Eu achei que seria um nome fácil de lembrar."
Bloodhound Gang - Nome de um quadro satírico do programa televisivo "3210 Contact".
Blue Cheer - Apelido para um LSD de boa qualidade.
Blue Meanies - Os vilões do desenho animado "Submarino Amarelo" dos Beatles.
Blue Moon Boys - Essa banda de rockabilly vinda de Indiana homenageia a primeira banda de Elvis Presley.
Blue Oyster Cult - O nome ("Culto da Ostra Azul") foi retirado da obra de HP Lovecraft, assim como grande parte da temática da banda.
Blues Traveler - O nome foi tirado do fantasma "Gozer the Traveler" do filme "Ghostbusters".
Blur - A banda na verdade se chamava SEYMOUR porem uma das condições em seu primeiro contrato era de se mudar o nome para um contido em uma lista oferecida pela gravadora. Blur foi escolhido como a melhor opção.
Bob Dylan - Seu nome verdadeiro é Robert Zimmerman. Achando o nome excessivamente étnico e sendo grande admirador do poeta Dylan Thomas, ele mudou para Bob Dylan.
Bobs - Jargão do programa televisivo "Best of Breed"
Body Count - Contagem de Corpos (após uma batalha). Ice T escolheu o nome após reparar que o noticiário de fim de noite oferecia noticias sobre as guerras entre gangues de Los Angles sempre ANTES do noticiário esportivo.
Bon Jovi - Mutação do verdadeiro nome do vocalista, John Bongiovi, Jr.
Bongwater - Bong é narguilé.
Bono Vox - Latim para "boa voz". Bonovox é também uma loja de equipamentos para audição. Seu nome verdadeiro é Paul Hewson.
Booker T. & The M.G.'S - Booker T. seria o líder da banda e M.G. quer dizer Memphis Group.
Boomtown Rats - Nome de uma gangue mencionada na canção "Bound for Glory" de Woody Guthrie.
BR5-49 - Essa banda de Nashville tirou seu nome de um numero telefônico oferecido por um vendedor de carros usados fictício, em um quadro do programa humorístico americano "Hee-Haw" dos anos 70.
Braniac - Um dos arquiinimigos do Super-homem.
Bratmobile - Brat quer dizer peste. Uma parodia com o Batmóvel.
Bread - Gíria para dinheiro. O nome anterior do grupo era Pleasure Faire.
Breeders - Gíria gay para heterossexuais.
Buckcherry - Nome de um travesti que rondava o clube onde eles tocavam.
Burzum - Significa "Mais Trevas" na língua fictícia inventada por JRR Tolkien para seu livro "O Senhor Dos Anéis". Essa banda de Black Metal está atualmente desativada pois seu fundador está descansando na penitenciária após ter assassinado Euronymous da banda Mayhem.
Bush - Alusão a "Sheperd's Bush", bairro em Londres.
Buzzcocks - Gíria Inglesa para vibradores.
Byrds - Antes de mudar de nome, eles se chamavam the Beefeaters e Jet Set. Segundo o baterista Michael Clarke: "Todas as bandas que estavam no topo tinham em suas iniciais a letra B, como Beach Boys e Beatles. Nós escolhemos The Birds, com Y". |
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Esquizofrenia na educação e cultura |
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Esquizofrenia na educação e cultura
Fonte Alcione Araújo (Artigo publicado no Estadão em 2007)
 Os números revelam grande desinteresse pela arte. Nem os 55 milhões envolvidos na educação usufruem da produção artística. Os Números são eloqüentes: dos 186 milhões de habitantes, a educação - Estudantes e professores, de ensino fundamental ao doutorado - envolvem 55 milhões. Cotejar esses números com os da produção artística é deparar-se com outro país. A tiragem média de um romance no Brasil é de 3.000 exemplares; a ocupação média dos teatros, de 18%; em crise, as gravadoras têm números pífios, e a média de espectadores de filmes brasileiros, de 250 mil, está em180 mil em 2006. Os números revelam enorme desinteresse pela arte e, deduz-se, cresce a distância entre os significados percebidos pelo público e o conteúdo latente das formas de expressão. Nem os 55 milhões envolvidos na educação usufruem da produção artística. O país vive esquizofrênica fratura: uma educação sem cultura e uma criação artística sem público. A economia pode até crescer, mas cresce sem alma. Criação da subjetividade, de percepção subjetiva, as artes interagem com as demais metáforas - filosofia, antropologia, sociologia etc. - criadas pela sensibilidade e razão humanas para se entender, entender o mundo e se entender no mundo. Braço sistematizado da cultura, a educação tem métodos, normas e hierarquias para realizar a transmissão do saber. A expectativa é que, vivendo o processo - graduar-se, digamos - se esteja preparado e motivado para fruir a arte de várias épocas nas suas várias formas. O que se vê, porém, são médicos que jamais leram um romance, engenheiros que nunca foram ao teatro, advogados que não vão ao cinema, dentistas que não se emocionam com a música etc. Na origem do fenômeno, uma sociedade que não tem a educação e o saber como valores, mas sim como meios de ter uma profissão e se inserir na produção, assegurar o emprego, prescinde-se da qualidade no ensino, ou, num utilitarismo ingênuo, se dá diploma, cumpriu o papel. Sem minimizar a importância do emprego num país carente dele, com tal visão, a educação renuncia a função de desvelar universos e se limita a formar mão-de-obra mais ou menos qualificada. Compelida pelos vestibulares, a idéia reflui aos níveis médios, reduzidos a cursinhos preparatórios. O pragmatismo expulsa as disciplinas chamadas de humanidades, que dão lugar àquelas de especialização prematura. Nessa moldura, a missão da universidade – universalização do saber pelo tripé da formação do profissional, do cidadão e do homem - torna-se uma trajetória de adestramento para a produção. A história reconhece na aliança entre educação e cultura a primazia de criar sonhos e inventar meios para realizá-los. O valor simbólico da cultura fecunda o processo civilizatório, dos valores às leis, da política à vida. A herança de colonizado, a exclusão social e a elitização da cultura atrelam o futuro da produção artística ao que a educação lhe reservar. A cultura é dependente da educação. Se não cumpre sua missão, sufoca as artes. Não se pode pensar a educação sem cultura, nem a cultura sem educação. No espectro cultural, há um vácuo entre arte popular – autônoma à educação - e arte tradicional, dita do espírito. Tentou-se fazê-las dialogar num amplo projeto nacional popular abortado pela ditadura. No “gap” entre as duas, irrompeu a indústria audiovisual de entretenimento, hoje hegemônica. O público, além de introjetar valores dessa indústria, assiste à contaminação da cultura do espírito e da cultura popular pela anódina cultura de massa. Ao artista, resta o desalento por sua obra não chegar ao público, não emocioná-lo nem levá-lo a pensar. Artista e arte perdem a função, o público empobrece e estreita o horizonte da sociedade. Não se formam platéias e as obras não circulam; não se viabiliza economicamente a produção, cujo custo crescente a torna mais dependente do Estado, suscetível à discriminação política e acomodação estética – o artista inibe a própria ousadia. À falta do público induzido pela educação, a produção artística se autodesqualifica na busca de audiências que não a reconhecem e perde o público cativo remanescente. " Educar não é apenas qualificar para o emprego, nem a arte é apenas adorno que aguça a sensibilidade. Há uma dimensão humana que, sem educação e cultura, nada agrega como experiência coletiva nem alcança a plenitude como experiência individual capaz de discernir e ser livre para escolher. E, sem isso, não podemos dizer que somos realmente humanos." Alcione Araújo, 56, pós–graduado em filosofia, é romancista, dramaturgo, cronista e roteirista de cinema. É autor de “Urgente é a Vida” (prêmio Jabuti 2005) |
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Origens dos nomes de bandas e artistas de rock - Parte A |
Origens dos nomes de bandas e artistas de rock - Parte A
Fonte (http://whiplash.net)
1000 Homo Dj's - Al Jourgeson e alguns amigos estavam ouvindo um remix não autorizado dos Revolting Cocks. Jim Nash, da Wax Trax Records afirmou então que os únicos que se interessariam pelo remix seriam 1.000 DJ's homossexuais. 10000 Maniacs - Inspirado no filme de terror "2000 Maniacs". 10CC - A ejaculação média de um homem é de 9cc. Possivelmente os membros desta banda se acham um pouco mais machos do que a média. Antes eles eram chamados de Hotlegs e chegaram a gravar um compacto para a Apple Records, possivelmente com um terceiro nome. 24-7 Spys - A rapaziada estava à procura (espionando) por sexo 24 horas por dia, 7 dias da semana. 311 - Este é o código policial para atentado ao pudor. A policia havia prendido um membro da banda por nadar nu em local público quando tinha 16 anos. Ele foi levado algemado para casa ainda nu. Os demais membros da banda acharam a história hilária e a banda ganhou seu nome. 60 Ft. Dolls - O trio biritava e conversava com um amigo em comum que colecionava brinquedos da década de sessenta. O vocalista mais tarde, sonhou com um alienígena que lhe disse para batizar sua banda com esse nome tão peculiar (Bonecas de 60 pés de altura). 7 Year Bitch - Brincadeira com o nome do filme "The 7 Year Itch". 764-Hero - Placas nas estradas de Seattle instruiam o povo a delatar quem jogasse lixo nas ruas através do numero 764-HERO (ou seja 4976). 808 State - O nome homenageia a bateria eletrônica Roland TR 808. 88 Fingers Louie - Nome de um ladrão de pianos que vende um "Stoneway" legitimo para Fred em um dos episódios dos Flintstones. A Certain Ratio - Uma frase tirado da uma música de Brian Eno. A&M Records - As iniciais dos donos (Herb) Alpert e (Jerry) Moss. Abba - Formado pelas letras iniciais dos nomes dos quatro integrantes do grupo. Agneta Faltskog, Bjorn Ulvaeus, Benny Anderson e Anni-Frid Lyngstad. A palavra em si quer dizer Papai (ou paizinho) em hebraico. AC/DC - A irmã de Angus e Malcolm Young, Margaret, criou o nome. Aparentemente ela achou a sigla em um eletrodoméstico, e achou que casava bem com a banda, visto que tinha a ver com eletricidade (AC/DC é um indicativo de corrente contínua e alternada). Depois descobriram que era também uma gíria que designava bissexuais mas já era tarde. São infundadas as versões de que o nome seria uma sigla para Anti-Christ/Dead-Christ (anticristo, cristo morto). Aerosmith - O nome Aerosmith não significa absolutamente nada. Foi proposto por Joey Kramer e segundo Steven Tyler foi o único nome entre vários propostos que ninguém odiou. Afghan Whigs - Segundo Greg Dulli Rick McCollum, o nome foi roubado de um grupo branco de motoqueiros muçulmanos pacifistas da década de 60. Possivelmente trata-se de apenas uma brincadeira. Agent Orange - Eles são de Orange County, Califórnia. Agente Orange (agente laranja) é um desfolhante químico a base de dióxido muito usado durante a guerra do Vietnã. Air Supply - Graham Russell sonhou que viu um letreiro luminoso de um teatro com esse nome cerca de cinco anos antes de a banda assinar seu primeiro contrato. Alan's Fear - Essa banda de Arizona queria que o amigo Alan, tocasse a bateria. Mas Alan tinha medo de punk. Alice Cooper - Foi o nome da banda montada pelo vocalista Vincent Damon Furnier, que tomou o nome para si após a dissolução desta. O nome, segundo Vincent, foi inspirado por um espírito através de uma tábua de ouija (uma ferramenta para comunicação com os mortos semelhante ao "jogo-do-copo" difundido no Brasil). Alice Cooper teria sido uma feiticeira e uma das vidas passadas do vocalista. Alice In Chains - Paródia masoquista de Alice no País das Maravilhas. A idéia inicial (que nunca chegou a acontecer) era de tocarem covers de Slayer usando vestidos. Alien Ant Farm - Segundo o guitarrista Terry Corso: “Um dia eu imaginei como seria legal se um bando de alienígenas tivesse criado o planeta só para ficar nos observando, como uma fazenda de formigas (ant farm), e achei a idéia legal." Alter Bridge - A banda é de Detroit, cidade natal de Mark Tremonti. Alter Bridge é uma ponte que divide a cidade em dois; de um lado moram os ricos e bonitinhos e do outro lado os pobres e feios, por isso a capa do CD, de um lado claro e do outro lado sombrio. (Michel Barbosa) Amboy Dukes - Nome de um livro escrito por Irving Shulman sobre uma gang de rua de 1942 no Brooklyn. Ted Nugent pertencia à banda antes de fazer carreira solo. Android Sisters - Paródia das Andrews Sisters, grupo vocal careta. Angra - O nome foi escolhido por duas razões: por ser um nome tipicamente brasileiro (dado à "Deusa do Fogo") e por parecer o adjetivo "Angry" (em inglês, raivoso). Animals - Eric Burdon: "Nós eramos como uma gangue, e havia um cara no grupo chamado Animal Hogg, e ele era um 'animal' entre os combatentes do Vietnã. Percebemos que seria um ótimo nome pra uma banda". Anthrax - É o nome de um microorganismo desenvolvido para guerra bacteriológica. Ficou famoso após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, quando a banda chegou a cogitar mudar de nome. Antietam - Nome de uma batalha durante a guerra civil americana. Arhoolie - Hoolie é gíria para "field hollar", trabalhadores e suas canções de trabalho cantadas nos campos. A banda pertence à Archival Records de onde saiu o "AR" antes do nome. Army Of God - "O Exercito de Deus" é o nome de um grupo militante contra aborto que são suspeitos de seqüestro e de plantarem bombas pela cidade de Atlanta. A banda usa imagens satânicas, chupam sangue uns dos outros no palco e basicamente gostam de chocar o público. Art Of Noise - Nome de manifesto escrito pelo Italiano Luigi Russolo em 1913. Russolo inventou a máquina de fazer barulho, escreveu partituras para ela e gravou sons ambientais. Aswad - Palavra Árabe que significa preto. Audioslave - Primeiro, a banda foi batizada Civilian. Mas acontece que já existia uma banda de nome Civilian, e foi preciso procurar outro nome. Chris Cornell (vocalista) sugeriu Audioslave e ninguém na banda ousou discordar. Só que também já existia um Audioslave. Desta vez, a banda resolveu entrar em acordo com a banda homônima para continuar sendo Audioslave. (Colaborou: Leonardo Apolinário) Autoramas - O nome bastante sonoro denominava um brinquedo com carrinhos de corrida da década de 80. |
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Guitar Hero 2012 - Uma nova Versão do Jogo? |
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Guitar Hero 2012 - Uma nova Versão do Jogo?
Fonte (www.artigonal.com)
 Guitar Hero é um dos grandes sucessos da Activision no gênero musical, mas devido á grande quantidade de lançamentos seguidos o jogo acabou ficando saturado e perdeu espaço no mercado mundial. O jogo já faturou mais de um bilhão de dólares em toda a sua história e ainda continua faturando, mesmo depois do fim do desenvolvimento de complementos e novas versões. Para quem ainda não conhece o jogo, você joga-o com uma guitarra e simula uma banda tocando a guitarra tentando seguir o ritmo da música. O jogo ainda possui diversos outros acessórios e itens para deixá-lo mais emocionante e uma bateria foi adicionada nas últimas versões, depois que um concorrente forte entrou no mercado! Recentemente, depois de pouco tempo do aviso de fim do jogo a empresa Activision pode ter dado os primeiros sinais de que os jogos do Guitar Hero podem voltar ás lojas. Uma fonte ligada à empresa teria divulgado informações de que a Activision estaria planejando lançar uma nova versão do Guitar Hero 2012 já na Electronic Entertainment Expo 2012, conhecida como E3, mas essa é uma notícia muito "fresca" e os fãs do Guitar Hero terão que aguardar pelo menos até o começo de julho para descobrir novidades sobre o assunto. O interessante é que a Activision está ressuscitando outros jogos que já havia abandonado à mais tempo, isto pode ser um sinal de que o Guitar hero também poderá voltar em breve, mas enquanto ele não volta, temos que ficar com os jogos online gratis da série, que são muito parecidos com o jogo oficial.
Uma pequena desvantagem dos jogos da internet é que você não consegue jogar com a guitarra ou bateria, mas pode simular com o seu teclado os instrumentos. O fato é que os jogos de musica estão ganhando cada vez mais força no mercado mundial, prova disto é o jogo Rock Band que faz o maior sucesso, então esperamos que a Activision veja o jogo com outros olhos e essa informação seja verdadeira, assim o Guitar hero 2012 pode chegar ás lojas em breve! |
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Os erros mais comuns na escolha das músicas para casamento |
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Os erros mais comuns na escolha das músicas para casamento
Fonte: Lucas (www.artigonal.com)
 As noivas ficam só preocupadas na maioria das vezes nas músicas do cerimonial e da festa e se esquecem de usá-las nos momentos que antecede cerimonial e festa. As músicas para casamento devem ser tocadas também nos momentos que antecedem e servem para tranqüilizar os convidados além de fazerem ficar calmos com a espera. As musicas para estes momentos devem ser calmas, relaxantes, tocadas em baixo volume. Este só aumenta quando forem tocadas as músicas do cortejo. Mas, antes de escolher os tipos de música, se informem sobre as regras do templo e igreja quanto aos estilos de música, se há algumas restrições. De qualquer maneira, evite a mistura de estilos e deixe as extravagâncias para a festa. Anúncios Google Quanto ao repertório da festa, escolha uma banda ou DJs conceituados e entregue a eles uma lista das músicas que vocês noivos mais gostam. Além de apontar as músicas que não devem ser tocadas. Imaginou o desagrado de tocar um estilo de música. Outra etiqueta fundamental é não tocar música alta durante a refeição da festa. A seleção das músicas para casamento neste momento deve combinar com o momento que deve ser mais calma e com som mais baixo, permitindo os convidados conversarem durante a refeição. Uma dica fundamental é também não saturar os convidados com o mesmo estilo musical, para também não fazê-los ficarem tediados e, em vez de curtirem a festa, m querer sair dela. Neste caso, deve-se pensar também no gosto das demais pessoas que participarão de sua festa de casamento. Há centenas de músicas que devem combinar com o seu estilo de casamento e festa. Basta escolhê-las, não só pelo estilo pessoal, mas também para a ocasião e momento da comemoração. Com certeza tomando esses cuidados, a festa será um sucesso do início ao fim. |
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A música e o desenvolvimento da criança |
A MÚSICA E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇAPor Monique Andries Nogueira ( www.proec.ufg.br) Resumo: Este artigo trata de questões que relacionam a música ao desenvolvimento da criança. Inicialmente, esclarece-se que o conceito de desenvolvimento é entendido de forma ampla, abarcando não apenas o aspecto cognitivo, mas também os aspectos afetivo e social da criança. A seguir, são apresentadas reflexões a respeito do papel da música na educação infantil. Como conclusão, busca-se encaminhar sugestões aos pais e adultos envolvidos com a educação de crianças, objetivando oferecer subsídios para a viabilização de um contato prazeroso, formativo e saudável da criança com a linguagem musical. A presença da música na vida dos seres humanos é incontestável. Ela tem acompanhado a história da humanidade, ao longo dos tempos, exercendo as mais diferentes funções. Está presente em todas as regiões do globo, em todas as culturas, em todas as épocas: ou seja, a música é uma linguagem universal, que ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço. Entretanto, a forma pela qual a música, como linguagem, acontece no seio dos diferentes grupos sociais é bastante diversificada. A música que é vivenciada em uma cerimônia do Quarup, no Parque do Xingu, por exemplo, tem um caráter bastante diverso da música que colocamos no CD player do nosso carro; o mantra entoado em um templo budista, por sua vez, não apresenta a mesma função de um canto de lavadeiras do Rio São Francisco. Apesar dessas diferentes funções, em todas essas situações e em muitas outras, a música acompanha os seres humanos em praticamente todos os momentos de sua trajetória neste planeta. E, particularmente nos tempos atuais, deve ser vista como uma das mais importantes formas de comunicação: segundo o pedagogo Snyders (1992), nunca uma geração viveu tão intensamente a música como as atuais. É exatamente para falarmos de uma das facetas dessa intensa relação que trata o texto. Será abordada, particularmente, a relação que se dá entre a música, entendida como prática e vivência, e o desenvolvimento da criança. Inicialmente é preciso esclarecer nosso conceito de desenvolvimento. Desenvolvimento, segundo o dicionário Houaiss, é um termo que apresenta muitas acepções. Escolhemos algumas delas: “aumento de qualidades morais, psicológicas, intelectuais etc”, “crescimento, progresso, adiantamento” (HOUAISS, 2002, p. 989). No entanto, há uma tendência, em nossa civilização, de se concentrar a idéia de desenvolvimento da criança nos aspectos cognitivos, isto é, no que diz respeito ao aprendizado intelectual. É uma tendência natural em uma civilização tão competitiva e tecnicista. Em função disso, muito se tem falado a respeito do papel da música na melhoria do rendimento acadêmico de estudantes. Nossa opção, contudo, vai pela contramão desta tendência. Entendemos que o processo de crescimento de uma criança está muito além apenas de seus aspectos físicos ou intelectuais; esse processo envolve outras questões, certamente tão complexas quanto às da maturação biológica. Dessa forma, optamos por trabalhar a idéia de desenvolvimento infantil a partir de uma abordagem mais ampla, abarcando também seus aspectos de amadurecimento afetivo e social, sem deixar de lado, obviamente, o aspecto cognitivo. É importante fazer uma ressalva que toda criança está imersa em um caldo cultural, que é formado não só pela sua família, mas também por todo o grupo social no qual ela cresce. Nesse sentido, a forma como a música influencia o desenvolvimento de uma criança carajá, por exemplo, é muito diferente da forma como isso se dá com uma criança branca; da mesma forma, uma criança de classe média alta, que freqüenta ambientes nos quais a música é praticada de forma intensa, apresenta características bem diversas de uma criança que se vê vítima da exploração do trabalho infantil. Obviamente nosso foco não será o de uma criança especial, de algum grupo social específico. Nossas observações levarão em consideração as pesquisas feitas na área que, na sua grande maioria tiverem como sujeitos crianças ocidentais, escolarizadas, de inteligência dita normal. Ainda que não concordemos com a idéia de um modelo de criança universal, entendemos que estas pesquisas, guardadas as devidas proporções, podem nos elucidar em muitos aspectos. Nesse sentido, entendemos que as reflexões a serem apresentadas neste artigo, a partir de um referencial específico, podem nos auxiliar a compreendermos melhor a relação criança-música-desenvolvimento, ressaltando que as particularidades de cada grupo social merecem ser investigadas com afinco, em outros momentos, por outros autores.
A música e o desenvolvimento cognitivo da criança
Inúmeras pesquisas, desenvolvidas em diferentes países e em diferentes épocas, particularmente nas décadas finais do século XX, confirmam que a influência da música no desenvolvimento da criança é incontestável. Algumas delas demonstraram que o bebê, ainda no útero materno, desenvolve reações a estímulos sonoros.
Schlaug, da Escola de Medicina de Harvard (EUA), e Gaser, da Universidade de Jena (Alemanha), revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta, particularmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor (apud SHARON, 2000). Segundo esses autores, tocar um instrumento exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas. O que estes autores perceberam, e vem ao encontro de muitos outros estudos e experimentos, é que a prática musical faz com que o cérebro funcione “em rede”: o indivíduo, ao ler determinado sinal na partitura, necessita passar essa informação (visual) ao cérebro; este, por sua vez, transmitirá à mão o movimento necessário (tato); ao final disso, o ouvido acusará se o movimento feito foi o correto (audição). Além disso, os instrumentistas apresentam muito mais coordenação na mão não dominante do que pessoas comuns. Segundo Gaser, o efeito do treinamento musical no cérebro é semelhante ao da prática de um esporte nos músculos. Será por isso que Platão já afirmava, há tantos séculos, que a música é a ginástica da alma?
Outros estudos apontam também que, mesmo se o contato com a música for feito por apreciação, isto é, não tocando um instrumento, mas simplesmente ouvindo com atenção e propriedade (percebendo as nuances, entendendo a forma da composição), os estímulos cerebrais também são bastante intensos.
Ao mesmo tempo que a música possibilita essa diversidade de estímulos, ela, por seu caráter relaxante, pode estimular a absorção de informações, isto é, a aprendizagem. Losavov, cientista búlgaro, desenvolveu uma pesquisa na qual observou grupos de crianças em situação de aprendizagem, e a um deles foi oferecida música clássica, em andamento lento, enquanto estavam tendo aulas. O resultado foi uma grande diferença, favorável ao grupo que ouviu música. A explicação do pesquisador é que ouvindo música clássica, lenta, a pessoa passa do nível alfa (alerta) para o nível beta (relaxados, mas atentos); baixando a ciclagem cerebral, aumentam as atividades dos neurônios e as sinapses tornam-se mais rápidas, facilitando a concentração e a aprendizagem (apud OSTRANDER e SCHOEDER, 1978).
Outra linha de estudos aponta a proximidade entre a música e o raciocínio lógico-matemático. Segundo Schaw, Irvine e Rauscher (apud CAVALCANTE, 2004) pesquisadores da Universidade de Wisconsin, alunos que receberam aulas de música apresentavam resultados de 15 a 41% superiores em testes de proporções e frações do que os de outras crianças. Em outra investigação, Schaw verificou que alunos de 2a. série que faziam aulas de piano duas vezes por semana, apresentaram desempenho superior em matemática aos alunos de 4 ª série que não estudavam música.
Enfim, o que se pode concluir a esse respeito é que efetivamente a prática de música, seja pelo aprendizado de um instrumento, seja pela apreciação ativa, potencializa a aprendizagem cognitiva, particularmente no campo do raciocínio lógico, da memória, do espaço e do raciocínio abstrato.
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O piano como instrumento musicalizador |
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O PIANO COMO INSTRUMENTO MUSICALIZADOR
(texto publicado na apostila “Musicalização infantil para crianças de 2 a 6 anos” - São Paulo, 1998. Autora: Leila Sugahara)
 O piano é um instrumento musical onde cada nota está "pronta",e os intervalos podem ser visualizados em suas teclas. Além disso, é um instrumento ao mesmo tempo melódico e harmônico. A flauta doce, apesar de seu "simples" manuseio, é um instrumento que exige o controle do sopro e o desenvolvimento da coordenação motora fina, para se obter um som afinado e um ritmo preciso. No caso do violão e do violino é necessário "construir" as notas apertando ou friccionando as cordas. Todos esses fatores contribuem para que os instrumentos de teclado sejam os mais indicados para se iniciar um trabalho de musicalização através de um instrumento musical, a partir de três anos de idade. Isso não quer dizer que não devemos apresentar o maior número possível de instrumentos musicais diferentes (com seus diferentes timbres, inclusive os de percussão) desde muito cedo, pois todas as informações são enriquecedoras e muito importantes nesse período, servindo como estímulo e como base para um trabalho posterior. O primeiro passo é a exploração dos sons do piano, através de histórias e brincadeiras rítmicas, na qual a criança tenha a oportunidade de conhecer todas as regiões do teclado (grave, médio e agudo). Como por exemplo, no método de "Elvira Drummond (Caderno preparatório)", em que se brinca de tocar o ritmo do próprio nome da criança, em várias regiões com a mão fechada (posição de cacho ou "cluster"), com movimentos simultâneos das mãos direita e esquerda, alternados, com percussão na tampa do piano, palmas e pés (para o desenvolvimento da coordenação motora), ou o "passeio" com a palma da mão e o braço bem relaxado, por todo o teclado, preparando para uma posterior técnica pianística perfeita. Uma brincadeira que costumo fazer é contar a história de um lobo ou leão (na região grave), e de um passarinho que canta na árvore (na região aguda), passando por um "glissando" na corrida, ou "staccatos"(saltos) dos sapos, com a participação da criança, que toca junto, acrescentando elementos ou "dialogando" através de sons no piano. Nessa fase trabalham-se principalmente as propriedades do som : altura (grave/agudo), intensidade (forte/fraco), duração (curto/longo) e timbre (que pode ser trabalhado no teclado eletrônico), além da noção de pulsação e andamento. A fase seguinte é a de familiarização e compreensão da disposição das teclas brancas, tocando-se a princípio somente nas teclas pretas, num sistema que favorece o desenvolvimento não só dos dedos e sim de todo o sistema locomotor dos membros superiores. Assim a criança aprende a "ver" os grupos de duas e três teclas pretas, a localizar as notas nas teclas brancas tanto auditivamente, quanto digitalmente. Quando começar? Quando a criança demonstrar interesse pelo instrumento. A partir de um ano de idade, deixar que explore livremente. Aproveite para contar estórias, tocando melodias simples, tocando clusters (cachos), fazendo ritmos, ostinatos, glissandos, como já havia descrito anteriormente. Conjuntamente com esse trabalho, e principalmente, cante muito. A formação de repertório, a ampliação e fixação dos elementos que compõem o universo sonoro, são fundamentais no aprendizado de um instrumento musical. Pois é a partir de canções conhecidas, que a criança passa a reproduzi-las de memória, por ouvido. Alguns métodos europeus e os métodos húngaros utilizam canções pentatônicas para se iniciar o aprendizado pelas teclas pretas, facilitando a sua familiarização com o teclado. Exigir nessa fase, um som bonito (tonalização), que equivale à vocalização no canto, onde se exercita a intensidade do toque, o ouvido, a memória, a coordenação motora, mantendo a criança sempre motivada, fazendo aulas de acordo com a necessidade e capacidade de concentração de cada criança, podendo algumas vezes durar apenas cinco minutos, e em outras, meia hora. O importante é manter a regularidade das aulas, e estar sempre atento às necessidades do momento.
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Por que musicalizar bebês? |
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POR QUE MUSICALIZAR BEBÊS?
Por Leila Sugahara (www.rededuc.com)
Dúvidas sobre o porquê da musicalização de bebês são uma constante. Como já descrevi anteriormente, os sons e o ritmo (ritmo é movimento) estão presentes na vida do ser humano antes mesmo do seu nascimento, através do corpo da mãe e de suas respectivas reações e interações. Mas é a partir do nascimento que se torna realmente importante estimular e educar as funções cerebrais. De acordo com Walter Howard, autor de "A música e a criança", educar significa despertar. E despertar nunca é um empreendimento precoce, sendo indispensável entregar-se a ela sistematicamente desde os primeiros anos de vida, a fim de que a criança, mais tarde, veja-a como uma tendência natural de seu ser. Howard realizou experiências com bebês onde os exercitavam movimentando-lhes as pernas, cantando ou falando ritmicamente, onde o objetivo era proporcionar alegria à criança. Ele variava os tempos e os timbres (pedindo à mãe, ao pai ou por assobios cantar uma mesma melodia), evitando assim, o perigo de adestrar a criança. Os exercícios com as pernas tiveram naturalmente por resultado, o aumento da destreza manual, e por conseguinte, crianças observadoras, rítmicas, falantes, mostrando todas as faculdades motoras e técnicas bem desenvolvidas. Jean Piaget, psicólogo suíço, descobriu que a capacidade cognitiva (aquisição de conhecimento) é uma evolução em estágios, dos comportamentos mais primitivos até o nível adulto do raciocínio lógico. O raciocínio é uma característica da inteligência. Portanto, inteligência é a capacidade de raciocinar, organizar e propor soluções para as questões que vão sendo apresentadas com graus de dificuldade cada vez maiores. O bebê, quando nasce, já dispõe de estruturas mentais (formas de pensar), que apesar de rudimentares só precisam ser estimuladas para se desenvolverem.
Como estimular o seu bebê (Esquema de desenvolvimento mental segundo Dra. Miriam Stoppard)
Recém-nascido 1º dia: escuta e permanece alerta. 3º dia: reage quando se fala com ele e dirige o olhar. 9º dia: os olhos acompanham o som. 14º dia: o bebê "reconhece"sua mãe. 18º dia: produz sons e volta a cabeça na direção dos sons que escuta. 24º dia: já possui um vocabulário de sons e a boca se torce ao ouvir a mãe. 1º mês: abre e fecha a boca, numa imitação da fala e irá adaptar o comportamento ao som da sua voz. Aquieta-se quando você fala de forma a acalmá-lo e torna-se agitado se você usa tom ríspido ou fala alto demais. Converse e cante para ele, abrace-o e embale-o. Mostre as coisas perto do rosto para que ele enxergue. Fale em voz cantada e ritmada, entoe canções de ninar e ande com ele no colo, balançando-o devagar nos braços.
3 a 4 meses: começa a entender o próprio corpo, move os olhos e os dedos de acordo com a vontade, reage às conversas com vários acenos, sorrisos, movimentos de boca, barulhos e gritinhos. Realiza movimentos corporais.
Interprete canções infantis. Brinque com movimentos físicos: sacudidelas delicadas, flexões de joelho e de braço. Ofereça brinquedos de diferentes texturas, formas e tamanhos que produzam sons. Converse com ele.
5 a 6 meses: aumenta a concentração. Volta a cabeça na direção dos sons e começa a agitar os braços e as pernas, faz ruídos e outras vocalizações com a finalidade de atrair a atenção. Brinque de jogos como "Achou! " e "Mindinho e seu vizinho".
7 a 8 meses: o bebê começa a falar e vários sons reconhecíveis serão ouvidos. Começa a imitar coisas simples e antecipa repetições. Apresente jogos rítmicos com palminhas e movimente seus pezinhos e perninhas ao som de músicas cantadas.
À partir de 8 meses: dê brinquedos que produzem sons e deixe brincar com colheres e copos de plástico. Conte histórias, leia para ele, cante, enfim, brinque bastante e demonstre alegria.
Vale um lembrete: apenas um aspecto do roteiro se aplica a todas as crianças indistintamente. É a sequência das etapas de desenvolvimento. O ritmo e a facilidade de aquisição de uma habilidade são individuais e particulares de cada criança e, portanto, todos os prazos e idades fornecidos devem ser encarados apenas como referências para orientação. Podendo ser um pouco antes ou um pouco depois das idades descritas. O trabalho de musicalização para bebês em escolas de música, tem a sua importância no aspecto socializador, e por ser mais específico, falarei sobre isso em outra edição. Então: até a próxima!
MAS O QUE ACONTECE NAS AULAS DE MUSICALIZAÇÃO PARA BEBÊS, E POR QUE A PARTIR DE 8 MESES?
(baseado no trabalho de Josette Feres)
É a partir de 8 meses aproximadamente, que a criança consegue sentar sem apoio, mantendo a cabeça firme, realizando com facilidade as atividades propostas nas aulas. As aulas geralmente são em grupo (para estimular a sociabilização). A criança aprende por observação, imitação e experimentações. É sempre acompanhada por um adulto responsável (mãe, pai, avó, tia), pelo menos até completar um ano e seis meses a dois anos, que participa da aula, junto com o bebê. O ambiente é sempre alegre, espontâneo e descontraído. A duração média é de 30 minutos. O grupo senta-se em círculo no chão, onde são realizadas as atividades. Trabalha-se nessa fase, principalmente a percepção sensorial e motora, a linguagem gestual, a construção do esquema corporal, a sociabilização, a movimentação natural ( andar, correr, saltar), a formação de repertório, a disciplina pessoal, a coordenação motora e posteriormente e consequentemente, a construção de conceitos de propriedades do som como forte e fraco, rápido e lento, timbres, noção de pulsação, grave e agudo.
Como? Através da manipulação e exploração de objetos que produzam ruído, acompanhar uma música instrumental de boa qualidade, canções que estimulem a linguagem falada através de gestos, canções e danças que estimulem movimentos de marcha, saltos, palmas, brincadeiras de roda e audição de diferentes gêneros musicais(ritmos).
Exemplo de uma aula:
1. Cumprimento cantado: Bom dia, crianças, bom dia, ...(o nome do aluno), cantado com intervalo de 3a. menor ( sol-mi ); 2. Oferecer objetos que produzam ruído como tubos de filme, potes de yogurte, colheres, para livre exploração; 3. Uma canção como "bate,bate o ferreiro" para desenvolver a noção de pulsação, onde os bebês acompanham a música livremente, com palmas ou com os objetos oferecidos na atividade anterior; 4. Uma canção que estimule a movimentação corporal, como: "Serra serra serrador"; 5. Uma canção que estimule a linguagem oral: "Uma bola, la, la"; 6. Uma canção que estimule a linguagem gestual: "Cai, cai, balão"; 7. Marchas, cirandas e brincadeiras musicais: "Marcha soldado", "Ciranda, cirandinha"; 8. Música instrumental para ser acompanhada livremente por instrumentos de percussão; 9. Relaxamento: canções de ninar; 10. Canção de despedida. Além de recursos visuais como: cartazes e brinquedos ( bonecas de pano, bolas, cavalinhos de pau, bichos de pelúcia).
(texto publicado na Revista Cover Teclado ano2/no.10- coluna musicalizando – Ed. HMP e na apostila “Musicalização para crianças de 2 a 6 anos” – 1ª. Ed., 1998 – Sugahara, Leila Yuri). |
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Educação Musical Sim, Teoria da Música Não |
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Educação Musical Sim, Teoria da Música Não
Escrito por Uirá Kuhlmann (www.musicaemovimento.com.br)

Por que não devemos ensinar música do jeito que aprendemos? A proposta musical nas Escolas de forma geral ainda é um dilema e uma teimosia que não termina. Que cultura é essa que acontece na grande maioria da instituições de ensino que teoriza a música, uma matéria tão entusiástica que se afunda no precipício da teoria logo de cara. O pentagrama e seu conjunto de linhas, as claves, figuras de tempo, compasso, vale quantos tempos? Vale quanto esse tempo? Que tempo é esse? Que desperdício de tempo! Esse tempo não vale nada! Pegue o seu tempo para fazer música meu caro professor, arranque essa grade chamada pentagrama da tua frente, abras as portas com estas claves e jogue-as fora. Vá brincar com suas crianças!
Pense em uma questão. Você aprender primeiro a falar ou a escrever? Porque a música tem que ser o contrário? Porque temos que aprender a solfejar e escrever ditados rítmicos antes de fazer música? Qual é a coerência?
O ensino na escola já é teórico demais na minha opinião, Aulas de Português, Matemática, Ciências, História, Geografia, deveriam ser muito mais práticas do que teóricas, deveriam ser um laboratório curioso constante. A música vai ser mais uma matéria teórica? Quem merece isso? Você professor? Seu aluno? O planejamento da escola?
Devemos virar a mesa, ou melhor tirar a mesa da sala de aula. A mesa do alunos, colocar as cadeiras em círculo. Um trabalho de mudanças radicais. O Aula de música tem de ter a sua sala. Aliás deveria estar especificado na lei. "As aulas de Educação Musical deverão ter salas específicas e todas as salas de deverão estar isentas de mesa, e as cadeiras deverão estar dispostas em círculos"

Ensinar o que? Flauta doce e Coral são práticas interessantes mas não únicas. Aulas de música devem ter Instrumentos musicais. Devemos equipar as salas de aulas. Exija recursos para isso. Uma sala de Música é bem mais em conta que uma sala de Informática e um laboratório de Ciências. Professor tenha o seu Kit Bandinha Rítmica, vá adquirindo aos poucos, este material é essencial.
Bolas, tecidos, bambolês, bexigas, varetas, cartelas, brinquedos, sucatas também são materiais para as aulas de música. Não faça instrumento de sucata em série que não soe, e espatifa na aula seguinte. Faça instrumentos duráveis, sonoros com classe e para a classe.
Estratégias para se fazer música é o que não falta: Além da flauta e da Canção, temos o Instrumental Orff, Instrumentos de Percussão, Atividades de rítmo com Instrumentos, Copos, Jogos de Roda, Percussão Corporal, Rimas, Escuta Ativa, Experimentações Sonora, Objetos, Sucatas, etc...
Enfim, procure sair desta rotina antiga que entope os ouvidos dos nossos queridos alunos, atualize-se, rompa as tradições, e brinque. Existe trabalho mais gratificante do que o nosso? |
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Sampa Caetano Veloso
Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi Da dura poesia concreta de tuas esquinas Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee A tua mais completa tradução Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo Afasto o que não conheço E quem vende outro sonho feliz de cidade Aprende depressa a chamar-te de realidade Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas Da força da grana que ergue e destrói coisas belas Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba Mais possível novo quilombo de Zumbi E os novos baianos passeiam na tua garoa E novos baianos te podem curtir numa boa |
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Nara Leão ganha acervo digital |
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Nara Leão ganha acervo digital
Família da cantora reúne em site músicas, fotos e documentos da cantora. Se estivesse viva, Nara completaria 70 anos neste mês de janeiro
Fonte: Danilo Casaletti (http://revistaepoca.globo.com)
A internet é a vilã e a mocinha dos artistas. Se por um lado a rede facilita a pirataria – pela qual cantores, compositores e músicos são lesados em seus direitos autorais-, por outro ela ajuda a manter viva e a divulgar a obra de um artista, por meio de fotos, vídeos, áudios, páginas informativas e troca de mensagens entre fãs. E contribui também cada vez mais para a venda de músicas.
No ano em que Nara Leão completaria 70 anos de idade (dia 19 de janeiro) e depois de 23 anos de sua morte, a família decidiu ‘oficializar’ as buscas pela cantora em um site oficial. A filha da cantora, a cineasta Isabel Diegues, afirma que o site começou a ser elaborado há três anos. “Queríamos reunir as informações sobre a carreira dela, mostrar às pessoas o que ela cantava e pensava”, diz Isabel que é filha de Nara com o cineasta Cacá Diegues. Além de Isabel, a cantora também é mãe do produtor Francisco Diegues.
O site naraleao.com.br reúne fotos, discografia e documentos da cantora. O leitor, ao navegar pelos discos que Nara lançou (foram 23), vai poder escutar todas as faixas gravadas por ela. Há coisas bastante interessantes, como, por exemplo, uma versão em espanhol de “Carcará”, sucesso do início da carreira de Nara, que entra como extra do disco O canto livre de Nara Leão, de 1965. Outra faixa curiosa é uma versão de “Bloco do Prazer”, conhecida na voz de Gal Costa, que na versão de Nara, no disco Romance Popular (1981) ganhou ares de forró.
A única música que ficou de fora foi “E que tudo mais vai pro inferno”, gravada por Nara em um disco dedicado ao repertório de Roberto e Erasmo Carlos. Como é sabido, Roberto, a partir da década de 1980, passou a implicar com a canção, sucesso dele na Jovem Guarda, parou de cantá-la e decidiu não autorizar mais gravações e reedições da música. Uma besteira. Nesse caso vale recorrer à “busca informal” e encontrar o arquivo na internet para conhecer a versão de Nara para a “música maldita”.
Para Isabel Diegues, Nara ficou marcada pela visão limitada de ‘musa da bossa nova’, estilo que abraçou no início de carreira. “É muito carinhoso, claro, mas a Nara foi mais que isso. Acho que esse site é um ponto de referência para quem quer conhecer as outras faces do trabalho dela”, diz Isabel.
De fato, Nara, que nasceu em Vitória (ES) e foi criada no Rio, apesar de ter cantado e ‘abrigado’ os músicos e compositores da Bossa Nova – que se reuniam em seu apartamento em Copacabana para ensaiar e fazer música – sempre olhou para o outro lado da cidade e, logo em seus primeiros discos, deu espaço aos sambas feitos nos morros cariocas. São de 1965 sucessos como “Opinião” e “Acender as velas”, ambas de Zé Kéti.
Em 1966, conseguiu um grande sucesso popular ao interpretar “A banda”, composição do então novato Chico Buarque, que se tornou um dos seus compositores prediletos. Ao longo de sua carreira, gravou nomes como Tom Jobim, Vinícius Moraes, Fagner, Fausto Nilo, Nelson Sargento, Francis Hime, João Donato e Paulinho da Viola. Nara morreu em 1989, aos 47 anos, vítima de câncer no cérebro.

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Origem das Marchinhas de Carnaval |
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Origem das Marchinhas de Carnaval
Fonte: (http://alacazum.blogspot.com)

A marcha de carnaval, também conhecida como "marchinha", é um gênero de música popular que esteve no carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos anos 60 do século XX, altura em que começou a ser substituída pelo samba enredo.
Na origem foi, no entanto, um estilo musical importado para o Brasil. Descende directamente das marchas populares portuguesas, partilhando com elas o compasso binário das marchas militares, embora mais acelerado, melodias simples e vivas, e letras picantes cheias de duplos sentidos. Marchas portuguesas faziam grande sucesso no Brasil até 1920, destacando-se Vassourinha, em 1912, e A Baratinha, em 1917.
A verdadeira marchinha de carnaval brasileira começou a surgir no Rio de Janeiro com as composições de Eduardo Souto, Freire Júnior e Sinhô, e atingiu o apogeu com intérpretes como Carmen Miranda, Almirante, Mário Reis, Dalva de Oliveira, Silvio Caldas, Jorge Veiga e Black-Out, que interpretavam, ao longo dos meados do século XX, as composições de João de Barro, o Braguinha e Alberto Ribeiro, Noel Rosa, Ary Barroso e Lamartine Babo. O último grande compositor de marchinha foi João Roberto Kelly.
O samba é um dos estilos musicais característicos de nosso país. Porém, na disputa entre gêneros, a marchinha reinou soberana nos salões de baile nos carnavais por muitos anos. Elas começaram a fazer sucesso no início do século XX e tinham uma fórmula simples: compassos binários, como a marcha militar, melodias simples e com forte apelo popular. Os temas tratados eram geralmente cotidianos, quando não tinham forte conotação política, o que faz muitas delas continuarem atuais. O duplo-sentido era muito explorado, na tentativa de dar leveza a temas difíceis de serem tratados.
As marchinhas tiveram seu auge nos anos 30, 40 e 50. A primeira música feita exclusivamente para o Carnaval foi a marcha "Ó abre alas", da maestrina Chiquinha Gonzaga, composta em 1899 e que animou os bailes cariocas por três anos consecutivos. No acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS) é possível encontrar livros que narram a trajetória marcante da compositora, como a coleção “História da Música Popular Brasileira”, lançada pela Editora Abril, com texto de José Ramos Tinhorão. Na mesma coleção, Haroldo Lôbo, João de Barro, Alberto Ribeiro e Lamartine Babo também são homenageados, com encartes de vinil incrementados com histórias dos carnavais no início do século e imagens dos bailes da época.
Algumas das marchinhas que fizeram muito sucesso foram: “Chiquita Bacana” (1949), de João de Barro e Alberto Ribeiro, “O Teu Cabelo Não Nega” (1932), dos Irmãos Valença e de Lamartine Babo e “Mamãe eu Quero” (1937), de Jararaca e Vicente Paiva, que levada por Carmen Miranda aos Estados Unidos chegou a ser gravada por Bing Crosby. A pequena notável também tem seu espaço no acervo do MIS. O destaque é o livro “Carmen Miranda” (1985), de Cássio Emmanuel Barsante, que ilustra com muita qualidade toda a carreira da cantora. Do Brasil para a Broadway, Nova Iorque, e o mundo, a vida de Carmen pode ser visualizada em 246 páginas, diagramadas com muitas imagens e cartazes, além da completa discografia e filmografia da artista. |
Barroco
Fonte: Rainer Gonçalves Sousa (http://meuartigo.brasilescola.com)
Tendência que se manifestou nas artes plásticas, na literatura, na música e no teatro, no começo do século XVII. Teve início na Itália e se espalhou por Espanha, Holanda, Bélgica e França. Na Europa, permaneceu até meados do século XVIII. Atingiu América Latina do início do XVII até o fim do século XVIII.
Em um período em que a Igreja Católica tentava recuperar o espaço perdido com a Reforma Protestante e os reis se davam poderes divinos, a arte barroca buscou conciliar a espiritualidade e a emoção da Idade Média com o antropocentrismo (homem como centro de tudo) e a racionalidade do Renascimento. A característica mais marcante do Barroco é o contraste e a contradição.
A fase final do barroco foi o rococó, originário da França no século XVIII durante o reinado de Luís XV. Caracterizava-se pela abundância de curvas e de elementos decorativos, como conchas, laços, flores e folhagens. Os temas era inspirados nos hábitos da corte e na mitologia greco-romana. Artes plásticas – As pinturas revelavam contrastes de cores e jogo de luz e sombra. Literatura – Caracterizava-se pelo retorno às questões espirituais em oposição ao racionalismo renascentista. Música - Predominava uma música voca-instrumental voltada para o texto a ser cantado. Teatro – Refletia o espiritismo da época: atormentado, tenso e pessimista. A linguagem era rebuscada. |
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Música reduz estresse em quem sofre de doenças coronarianas, diz estudo |
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Música reduz estresse em quem sofre de doenças coronarianas, diz estudo.
Fonte (www1.folha.uol.com.br)
Cientistas dos EUA afirmam que ouvir música pode ajudar no tratamento de pessoas que sofrem com estresse associado a uma doença coronária. "Ouvir música pode trazer benefícios a pacientes que sofrem de estresse e ansiedade associados a um tratamento para doenças coronarianas", disse o estudo publicado no "Cochrane Systematic Reviews".
Segundo o relatório, a música tem o poder de diminuir a pressão arterial, o ritmo cardíaco e os níveis de ansiedade nestes pacientes.
"Estas doenças são altamente estressantes por fatores como a incerteza e ansiedade pelo diagnóstico. No entanto, escutar música pode ajudar a aliviar o estresse e, com isso, reduzir outros riscos destes doentes", afirma o estudo.
A equipe de cientistas revisou dados de 23 relatórios anteriores, que englobavam um total de 1.461 pacientes. O grupo concluiu que escutar música proporciona "certo alívio" a quem sofre com doenças do coração e ansiedade.
O pesquisador Joke Bradt, da Temple University da Filadélfia, nos Estados Unidos, explicou que ainda são necessários novos estudos que se concentrem em aspectos mais concretos.
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Biografia de Francisco Petrônio para o museu da televisão brasileira |
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BIOGRAFIA DE FRANCISCO PETRÔNIO PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
Fonte (www.museudatv.com.br)
Filho de José Petrone e Filomena César Petrone, foi casado com Rosa Petrone. O casal teve três filhos, seis netos. Ao contrário do que se possa imaginar, viveu sempre uma vida de intensa atividade artística e familiar, sendo Petrônio requisitado para apresentações em vários clubes de todo o Brasil.
“Sempre pude contar com muitos amigos, nestes mais de 40 anos de carreira de cantor. Um deles foi o saudoso Airton Rodrigues, que um dia me chamou de “A voz de veludo do Brasil” . Outro também saudoso amigo foi o Edson Curi (Bolinha), por tantas oportunidades, que me deu para apresentar-me em seus programas . Ainda quero citar a gravadora Continental, na TV ou na Rádio”.
Petrônio continuou fazendo o que sempre soube e quis e amou fazer, ou seja, cantar. “Até quando não sei, somente Deus sabe. Por enquanto não penso em parar. Nunca tive vício algum, sempre cuidei da minha voz, e graças a Deus ainda não senti o peso dos anos, pois continuo cantando nos mesmos tons originais do início de minha carreira”.
Incrível! Já passaram quase mais de 40 anos, desde que começou a cantar profissionalmente pela primeira vez. “Tudo aconteceu numa tarde de fevereiro do ano 1961, aos 37 anos de idade. Estava no meu táxi, um Chevrolet 1946, no ponto onde trabalhava, à Rua Libero Badaró, quando subiu no meu automóvel o então amigo Nerino Silva. Ficamos conversando, eu lhe disse que gostava de cantar, e quando chegamos ao seu destino era TV Tupi, onde ele era contratado. Combinamos que eu faria um teste na quarta-feira seguinte. Tudo bem, lá fui eu com o coração disparado e as pernas bambas, mas era tudo que eu queria e sonhava.Fiz o teste com outros cantores e fui naquele mesmo dia, contratado para um período de dois anos, onde faria parte do elenco da TV Tupi e também participações na Rádio Tupi. O mesmo Nerino Silva me levou para a gravadora Chantecler, fui contratado para gravar meu primeiro disco 78 rpm, isso, depois de ter mostrado ao Diogo Mulero (Palmeira), então diretor artístico da gravadora, uma fita magnética em que cantava algumas músicas. Foram escolhidas duas músicas: “Agora”, um bolero, e “Não me Falem Dela”, um tango. O maestro Elcio Álvares fez os arranjos. E lá estava eu com o meu primeiro disco nas mãos, e com meu nome de batismo Francisco.”
Em 1961 Francisco Petrônio gravou seu primeiro LONG PLAY, em homenagem a sua profissão (motorista de táxi). O nome do LP era “Cantando no Ponto” e na hora de colocar o nome no LP, o Palmeira perguntou se não queria mudar o nome de Francisco Petrone para Francisco Petrônio, pois o primeiro estava um pouco italianado. Em 1963, ele gravou a música “Romance”, que lhe deu o primeiro troféu, o “Chico Viola do Ano”, troféu esse instituído pela TV Record. Ainda nesse ano, lançou “Amor mais Puro”, uma canção de autoria do Palmeira, com declamação de Enzo de Almeida Passos, dedicado ao Dia das Mães, e que até hoje está em catálago. Também gravou do Palmeira e Mário Zan a música “Nova Flor”, que mais tarde iria se chamar “Los Hombres no Deven Llorar”, sucesso de novela pela TV Globo, numa versão para o espanhol, com um conjunto mexicano, e que foi regravada por Roberto Carlos.
Em 1964, fez um show para Enzo de Almeida Passos, na cidade de Bragança Paulista, que tinha na ocasião, um programa dos mais ouvidos pela Rádio Bandeirantes, com o nome de “Telefone Pedindo Bis”. Na volta do show com seu amigo, violonista Zairo Marinoso, sem querer começou a cantarolar instintivamente o tema da música, que viria a se chamar “O Baile da Saudade”, cuja letra e as rimas iam se encaixando rapidamente, e com a participação do Zairo, que montou uma grande parte da música no caminho de volta. Mas aconteceu aí um grande detalhe: quando chegou em casa, às três horas da madrugada, antes de dormir, Petr6onio gravou música e letra, deixando-a registrada no gravador. Quando acordou às nove da manhã, não se lembrava de mais nada, apenas recordou-se da gravação e imediatamente, telefonou para a Continental, onde Palmeira tinha assumido a direção artística, e pediu a ele que terminasse a letra da música. Rapidamente gravada . ela, foi um sucesso total, pois a música “O Baile da Saudade” virou empresa, e sempre realizou bailes da saudade, por todo o Brasil.
De um simples desejo de gravar aquele primeiro disco em 1961, conseguiu tudo ou quase tudo que um cantor popular gostaria de gravar, em quase todos os ritmos, em português, espanhol e italiano ( suas origens). Destas gravações poderia destacar os 7 LPs que gravou com o Dilermano Reis, com o título “ Uma Voz e um Violão em Serenata”, 2 LPs em italiano, onde além das canções tradicionais em dialeto napolitano, tem dois trechos da ópera, “Uma Furtiva Lacrime” e “E Lucevan L’ Stele” da Tosca. A série o “Baile da Saudade” foi volume 4, revivendo as mais lindas valsas brasileiras, os tangos, os boleros, as guarânias, os maxixes, os sambas, mas o seu destaque, a sua alma, a sua melhor interpretação foi, sem dúvida, à modinha de Carlos Gomes “Quem Sabe” com Dilermano Reis ao violão. O Palmeira, ao ouvi-la ainda em fita, antes do disco disse a Francisco Petrônio: “Você estava em estado de graça.”
Desses anos todos de carreira, foi durante dois anos contratado pela RCA VICTOR, onde gravou três LPs. Em seguida voltou para a Continental, porque lá havia deixado além de um patrimônio valioso em repertório de músicas gravadas, também seu amor pela gravadora e muitos amigos.
O tradicional “Baile da Saudade”, foi uma criação sua deste 16 de junho de 1966, quando o apresentou pela primeira vez num programa pelo canal 5, então TV Paulista, “Cantando com Francisco Petrônio”.
No ano de 1999, lançou 2 CDs pela R.G.E. Fez o 43º e 44º CDs, com o título de “Tributo a Chico Alves” e “Dançando com Francisco Petrônio”. Até 2.000 lançou 45 discos “Nostalgia Dela Terra Nostra.”
A falta de cantores românticos, especialmente da chamada “Velha Guarda” no Brasil o obrigou a permanecer no cenário artístico nacional, pois foi sempre considerado um dos últimos cantores de músicas românticas brasileiras e o único que resgatou as músicas inesquecíveis e imortais, num tributo aos verdadeiros cantores da Música Popular Brasileira, dos quais foi fiel seguidor, procurando deixar às futuras gerações um legado dos mais românticos e tradicionais, pois: “Enquanto Houver Saudade Haverá os Eternos Saudosistas”.
Faleceu em 19 de janeiro de 2007. |
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Biografia de Carmen Miranda |
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Biografia de Carmen Miranda
Fonte (www.letras.com.br)
Carmen Miranda recebeu o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha quando foi batizada no local onde nasceu, a freguesia de Várzea da Ovelha e Aliviada, concelho de Marco de Canaveses, em Portugal. Era a segunda filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha (1887-1938) e de Maria Emília Miranda (1886-1971). Ganhou o apelido de Carmen no Brasil, graças ao gosto que seu pai tinha por óperas.
Pouco depois de seu nascimento, seu pai, José Maria, emigrou para o Brasil, onde se instalou no Rio de Janeiro. Em 1910, sua mãe, Maria Emília seguiu o marido, acompanhada da filha mais velha, Olinda, e de Carmen, que tinha menos de um ano de idade. Carmen nunca voltou à sua terra natal, o que não impediu que a câmara do concelho de Marco de Canaveses desse seu nome ao museu municipal.
No Rio de Janeiro, seu pai abriu um salão de barbeiro na rua da Misericórdia, número 70, em sociedade com um conterrâneo. A família estabeleceu-se no sobrado acima do salão. Mais tarde mudaram-se para a rua Joaquim Silva, número 53, na Lapa.
No Brasil, nasceram os outros quatro filhos do casal: Amaro (1911), Cecília (1913), Aurora (1915 - 2005) e Oscar (1916).
Carmen estudou na escola de freiras Santa Teresa, na rua da Lapa, número 24. Teve o seu primeiro emprego aos 14 anos numa loja de gravatas, e depois numa chapelaria. Contam que foi despedida por passar o tempo cantando, mas o seu biógrafo Ruy Castro diz que ela cantava por influência de sua irmã mais velha, Olinda, e que assim atraía clientes.
Nesta época, a sua família deixou a Lapa e passou a residir num sobrado na Travessa do Comércio, número 13. Em 1925, Olinda, acometida de tuberculose, voltou a Portugal para tratamento, onde permaneceu até sua morte em 1931. Para complementar a renda familiar, sua mãe passou a administrar uma pensão doméstica que servia refeições para empregados de comércio.
Em 1926, Carmen, que tentava ser artista, apareceu incógnita em uma fotografia na seção de cinema do jornalista Pedro Lima da revista Selecta. Em 1929, foi apresentada ao compositor Josué de Barros, que encantado com seu talento passou a promovê-la em editoras e teatros. No mesmo ano, gravou na editora alemã Brunswick, os primeiros discos com o samba Não Vá Sim'bora e o choro Se O Samba é Moda. Pela gravadora Victor, gravou Triste Jandaia e Dona Balbina.
Você Sabia?
*Carmem Miranda começou a trabalhar com apenas 15 anos, como balconista de lojas de roupas femininas, de chapéus e gravatas.
*Carmem Miranda, artista que alcançou muito sucesso e prestígio na indústria do entretenimento, embora seja considerada brasileira, nasceu em Portugal, na pequena aldeia de Marco de Canavezes, Distrito do Porto, vindo para o Brasil com apenas 18 meses.
*Ela foi despedida de alguns lugares onde trabalhava por cantar em serviço! Mas alguns dizem que é porque sua irmã fazia isso para atrair clientes...
*Ela recebeu o nome de Maria do Carmo em homenagem a sua madrinha Maria do Carmo Pinto Monteiro.
*Carmem Miranda foi apelidada por Cesar Ladeira de "Ditadora Risonha do Samba" e depois de "Pequena Notável".
*Foi eleita "Rainha do Broadcasting Carioca", em concurso do jornal "A Hora".
*Os dois primeiros filmes de Carmen Miranda em Hollywood "Uma Noite no Rio e "Aconteceu em Havana" foram feitos sem que ela soubesse falar inglês .
*Carmen Miranda era muito amiga de Dalva de Oliveira. Ela a acolheu em sua casa quando Herivelto brigou com ela, com ciumes, e trouxe o pequeno Pery que Carmen pegou no colo e logo Pery fez xixi em suas mãos.
*Carmen sempre gostou de receber seus compatriotas em sua casa, em Beverly Hills, mas o marido americano não gostava nenhum pouco e vivia brigando com sua Irmã Aurora. Carmen chegou a hospedar mais de 30 pessoas em sua mansão. |
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Entrevista Hermeto Pascoal |
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Entrevista Hermeto Pascoal
Fonte: Rodrigo Chenta (http://informacaomusical.com)
Hermeto Pascoal é uma pessoa que revolucionou a Música Brasileira de Ponta influenciando gente no mundo inteiro. É o criador da chamada "Música Universal". Multi-instrumentista, compositor (mais de 4.000 músicas) e improvisador, construiu uma carreira internacional com obras que envolvem simplicidade e complexidade sempre com sotaque brasileiro. Este mestre da música espontânea que é estudado por pessoas de todo o globo concede entrevista ao músico Rodrigo Chenta, onde conversam sobre episódios, intuição, etc.
Rodrigo Chenta- Conte sobre quando iniciou na música em Alagoas, quando pegava a "8 baixos" de seu pai escondido... Hermeto Pascoal - Foi aí que eu descobri que nasci para a música. Comecei fazendo uma flautinha com o cano da mamona, os ferrinhos do meu avô, fazer som com a água da Lagoa da Canoa, depois peguei o 8 baixos do meu pai e daí passei para a sanfona, o piano, a flauta e não parei mais.
RC- Quando eu estudava com Olmir Stocker (Alemão), ele dizia que a guitarra era apenas uma extensão de seu corpo e que qualquer instrumento o poderia ser. Sabe-se que a maioria das pessoas executa um ou no máximo dois instrumentos de maneira razoável. Um dos grandes diferenciais que o senhor tem é a multi-instrumentalidade de mãos dadas com a improvisação. Como surgiu esta necessidade de se expressar com qualquer objeto que produza som? HP- Surgiu da minha própria intuição! A música criativa é assim. A gente não premedita. Para mim é tão importante uma chaleira para determinado momento quanto o piano. Cada qual tem suas cores, sua natureza, seus timbres, suas funções. Ser multi-instrumentista não é ser um virtuoso em cada instrumento. É ter bom gosto para sair tocando, respeitando a natureza de cada instrumento."
RC- Em uma entrevista o senhor disse que certa vez, sua ex-esposa Ilza da Silva, falou que teu professor foi Deus. Qual seria segundo seu conhecimento, a principal diferença do músico autodidacta e aquele que estuda em escolas como Berkley College of Music, por exemplo? HP- A diferença é que a pessoa que estuda na Berkley ou qualquer outra escola tende a virar um técnico ou ficar teórico demais. Na verdade, a pessoa que tem musicalidade vai sentir até que momento deve ficar na escola e quando deve seguir sua própria maneira de tocar. É o exemplo da Aline. Ela estudou canto, mas chegou numa altura que ela resolveu parar de fazer cursos e se descobrir mais. Coincidentemente, através dessa busca pessoal, ela acabou me encontrando.
RC- Comente a seguinte frase: "É preferível errar arriscando a acertar sem arriscar". HP- A liberdade é uma conquista. Não são todos que podem arriscar. Quem sente mesmo e é musical transforma o que seria um erro em criatividade, faz um glissando, uma apogiatura.
"...as pessoas devem sempre procurar as fontes certas, assim como você está fazendo, vindo direto a mim."
RC- A respeito de sua viagem aos E.U.A. em 1969, para gravar com Airto Moreira e Flora Purim, onde teve a oportunidade de conhecer o famoso trompetista Miles Davis, ouvem-se muitas histórias, como quando vocês gravaram "Nem Um Talvez" e "Igrejinha" de sua autoria e foram publicadas como Miles sendo o autor delas na 1ª, 3ª e posteriores tiragens. O que realmente aconteceu? HP- Aconteceu uma amizade muito grande entre o Miles e eu e eu sempre achei que isso jamais teria sido feito por ele, mas sim, pela produção dele.
RC- E sobre a história da luta de Box "Hermeto Pascoal x Miles Davis". Fale mais sobre este episódio no mínimo muito engraçado. HP- Estive na casa do Miles, sabia que ele gostava de box... havia um ringue e tudo na casa dele e, de repente, ele me deu as luvas para eu lutar com ele e levei a melhor. Ele quis acompanhar meu olho, mas um olho foi para um lado e o outro pro outro e eu acabei acertando ele no meio. Mas foi a minha mão que doeu.
RC- No famoso festival Jazzístico de Montreux em 1979, o senhor se apresentou em duo com Elis Regina. Segundo ela, em entrevista (http://www.youtube.com/watch?v=hRsk-WaZZxU), vocês nem sabiam que tocariam juntos, nada estava combinado e tudo surgiu naturalmente desde a escolha do repertório até as interações. É muito falado no meio musical, que um "provocava" o outro naquele momento. Fale sobre este episódio entre os dois. HP- Na verdade fui convidado para encerrar o Festival com meu grupo e a Elis abriu a noite com o seu. No final do meu show, pediram para nos despedirmos juntos e religaram os instrumentos para que fizéssemos um som. Então, saímos improvisando sobre as músicas que a Elis escolheu na hora (Garota de Ipanema, Corcovado e Asa Branca). Foi a única vez que tocamos juntos. Não houve provocação. O que houve foi muito som! Tanto que a Elis termina cantando: " Guarde contigo todo o meu coração". |
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Pássaros mudam sua melodia por causa de ruído da cidade |
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Pássaros mudam sua melodia por causa de ruído da cidade
Fonte: Telegraf (www.sitedecuriosidades.com)
Os pássaros estão mudando suas músicas para se fazerem ouvir mais do que o ruído das cidades, mas o movimento pode significar a diminuição de suas ninhadas.
Os cientistas descobriram que os machos dos pássaros chamados em inglês de Great Tits estão cantando em freqüências mais altas a fim de combater o barulho da vida moderna. Mas, apesar de sua maior frequência, as músicas e os próprios pássaros machos estão sendo menos atraentes para as fêmeas da espécie.
Portanto, os pássaros machos que lutam para fazer suas canções em baixas frequências ouvidas, ou aqueles que a mudam para altas frequências menos atrativas, estão em risco de não encontrarem uma companheira de procriação.
Wouter Halfwerk da Universidade de Leiden, na Holanda, disse: "Estes dados são fundamentais para nossa compreensão do impacto do ruído antropogênico em pássaros selvagens, porque eles fornecem evidências de que músicas de baixa frequência estão sendo ligadas ao sucesso reprodutivo e de que ser afetado por ruído dependente da eficiência do sinal. "
Um artigo, publicado na revista PNAS, é o último a mostrar os efeitos nocivos do ruído urbano em aves.
Estudos anteriores sugeriram que alguns tordos teriam abandonado o coro do amanhecer para cantar à noite, quando as ruas são mais silenciosas, enquanto tentilhões do México, adotaram a tentativa de cantar mais alto.
No novo experimento, os ninhos dos pássaros Great Tits num parque nacional holandes foram estudados durante Abril e Maio de 2009 e 2010.
Pesquisadores registraram a comunicação entre machos e fêmeas, analisando ??o nascimento dos filhotes e colocando gravações do canto dos machos para as aves do sexo feminino com diferentes níveis de ruído de fundo.
Eles descobriram que os pássaros que cantavam músicas de baixa frequência eram menos propensos a serem traídos por seus companheiros.
Já quando os machos eram barulhentos, as fêmeas eram menos propensas a sair de seus ninhos para acasalar.
Além disso, "os indivíduos que têm de se contentar com locais barulhentos podem sofrer de emparelhamento e terem seu sucesso reprodutivo reduzido".
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Música será conteúdo obrigatório na Educação Básica |
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Música será conteúdo obrigatório na Educação Básica
A partir de 2012, todas as escolas serão obrigadas a incluir o ensino de Música em seus currículos. Até lá, a discussão fica centrada na formação dos professores e nos conteúdos que deverão ser trabalhados
Fonte: Paula Nadal (http://revistaescola.abril.com.br)
Muito além de formar músicos profissionais ou especialistas na área, a Educação Musical auxilia no desenvolvimento cultural e psicomotor, estimula o contato com diferentes linguagens, contribui para a sociabilidade e democratiza o acesso à arte. Por isso, a partir de 2012, a Música será conteúdo obrigatório em toda Educação Básica. É o que determina a Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008.
Embora ainda não se saiba se os conteúdos serão trabalhados em uma disciplina específica ou nas aulas de Artes, com professores polivalentes, as escolas devem adaptar seus currículos até o início do ano letivo de 2012. Tocar, ouvir, criar e entender sobre a História da Música são pontos fundamentais de ensino. Para a professora do Departamento de Música da Universidade de São Paulo, Teca Alencar de Brito, contudo, os currículos não devem ser engessados. "Não se pode ensinar Música a partir de uma visão utilitarista. Estamos falando de arte. É preciso explorar as sensibilidades", afirma a especialista, criadora da Teca Oficina de Música.
Outro ponto nebuloso da nova legislação diz respeito a não obrigatoriedade da graduação em Música para ministrar as aulas. O artigo da lei que previa a formação específica na área foi vetado pelo Ministério da Educação sob alegação de que, no Brasil, existem diversos profissionais atuantes na área sem formação acadêmica. A discussão, agora, está a cargo da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que, a partir de um protocolo de parceria firmado entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, está organizando encontros regionais com acadêmicos, especialistas, Secretarias de Educação e Associações de Estudos Musicais para realizar uma espécie de mapeamento do ensino de Música nos estados brasileiros.
Do primeiro encontro, realizado no Rio de Janeiro, formaram-se dois grupos de trabalho. Um que deve propor nortes para as questões curriculares e outro, formado por representantes das universidades, responsável por articular propostas de ampliação das licenciaturas em Música e demais cursos de formação continuada na área, inclusive, os ministrados a distância. Os objetivos são elaborar uma nova proposta de regulamentação da Lei nº 11.769, assim como um manual aplicativo destas determinações, que auxiliem os gestores escolares e educadores da área de Música.
Apesar das indefinições, desde 2002, os cursos de graduação em Música superaram em número os cursos de graduação em Artes Visuais. Atualmente, são cerca de 70 cursos de licenciatura em Música em todo o país. Para Teca Alencar, o processo de adaptação das escolas e de formação dos educadores será lento, mas o primeiro passo, o da mobilização para que as escolas se organizem, já foi dado. "A discussão sobre o ensino de Música já é um avanço. Os cursos de graduação, especialização e formação continuada estão crescendo. Há profissionais preocupados em desenvolver materiais didáticos para ensinar Música. Isso é muito importante", diz.
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Forró - Origens e manifestações atuais |
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FORRÓ - ORIGENS E MANIFESTAÇÕES ATUAIS
Fonte: Bernardo Scotti, Cristina Reis e Vanessa Hacon (www.aulasdemusica.com.br)
História
O forró, assim como o samba, possui as mesmas raízes, ou seja, ambos se originaram da mistura de influências africanas e européias. "Na música nordestina, um toque indígena, uma pitada européia, um tempero africano; é só degustar..." já citava um dos especialistas no assunto.
O batuque - dança de roda com que os africanos mostravam a sua cultura - foi o tronco principal no que diz respeito à formação da música popular no Brasil. Dele surgiram diversas variações que se espalharam tanto em áreas urbanas quanto rurais sob vários nomes e estilos próprios conforme a região do país.
O Forró como gênero musical pode ser considerado filho do Baião. O nome Forró era usado só para designar o local onde aconteciam os bailes e só mais tarde foi caracterizado como estilo musical, derivado do Baião. Muitos ainda confundem Baião e Forró, e pra ser mais exato, não apenas esses dois gêneros (que são os mais próximos), mas muitos outros existentes na música nordestina. Essa grande variedade de gêneros musicais se dá devido às influências variadas, à mistura de um estilo com outro, fazendo com que os próprios músicos a chamem de "música nortista".
A diferença básica apontada por todos os músicos quando indagados sobre a diferença entre o Baião e o Forró é que a batida do Baião é mais "quadrada", ou seja, tem menos balanço que o Forró, que também pela introdução da guitarra, e mesmo da bateria na sua orquestração, possibilitou que a música se "mexesse" mais. Um dos motivos que Dominguinhos expressa como empecilho, para que hoje não esteja se tocando Baião, é justamente o fato das pessoas não saberem o que é Baião e o que é Forró. É justamente aí que está a perda da "memória", ou seja, as pessoas perderam o referencial.
Origem da Palavra
A origem da palavra forró é controversa. Há a versão mais popular de sua origem, a de que o nome viria dos dizeres "For All" (em inglês “para todos”). Com a inauguração da primeira estrada de ferro no interior de Pernambuco pela companhia inglesa Great Western, foi feito um baile (ao som da sanfona e zabumba) para comemoração do acontecimento, promovido pela própria empresa, que convidava todos através dos dizeres afixados na entrada: "for all" (para todos). A partir daí então, passariam a chamar os seus bailes populares de Forró. Esta versão foi reforçada quando o cantor e compositor Geraldo Azevedo fez a canção "For all para todos" em 1983 e quando foi lançado o filme “For All- O trampolim da vitória” em 1998.
A segunda versão é dada pelo historiador e pesquisador da cultura popular Luís da Câmara Cascudo, que diz que a origem é o termo africano "forrobodó", que significaria festa, bagunça. Assim então eram chamados os bailes comuns frequentados pelo povo e, com o tempo, por ser mais fácil pronunciar, acabou se tornando, simplesmente, “forró”. A razão de os historiadores, em sua maioria, confirmarem esta versão é o fato de que desde o século 17 já se falava em forrobodó, bem antes dos ingleses construírem suas malhas ferroviárias. Porém, como o poder de persuasão do rádio e da televisão são bem maiores que o dos livros, as pessoas tendem a acreditar na primeira versão.
O que mais constatou-se durante a pesquisa sobre a etimologia da palavra Forró, é que as pessoas conhecem Forró, como a palavra vinda mesmo de ‘for all’. Isso mais uma vez reforça a influência que os meios de comunicação de massa tem sobre as pessoas de um modo geral.
Como Surgiram os Ritmos que Compõem o Forró
O baião: sua origem remonta ao século XIX, no nordeste do país, mas faltam informações precisas para esse início. Segundo muitos pesquisadores o baião teria surgido da união do maracatu africano, com o fado português, com uma forma especial de os violeiros tocarem lundu no interior do nordeste e com uma designação regional do samba. O termo baião referiria-se ao estado da Bahia e viria como uma variação do termo baiano. A popularização do ritmo se deu mesmo a partir da década de 40, com Luiz Gonzaga, pernambucano que veio para o Rio de Janeiro e gravou inúmeras músicas, que falavam do cotidiano nordestino. Esse tipo de baião cantado sofreu influências de outros ritmos, como o samba e a conga. Nos anos 70, Gil e Caetano com o tropicalismo e o interesse em resgatar os ritmos genuinamente brasileiros, deram nova força ao baião. O baião apresenta diferenças regionais e de época. Existe o baião de Pernambuco, que é o tradicional, tocado com sanfona, triângulo e zabumba, cujos maiores representantes são Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Já o baião de Fortaleza incorporou instrumentos mais modernos, como guitarra e bateria.
O xote: Dança de salão de origem alemã, surgiu nos salões aristocráticos na época da Regência - final do séc XIX. Conhecido originalmente com o nome schottisch, dominou no período do Segundo Reinado incorporando-se depois às funções populares urbanas, passando a ficar conhecido como chótis e finalmente xote. Saiu dos salões urbanos para incorporar-se às regiões rurais, onde muitas vezes aparece com outras denominações.
O xaxado: o nome provém do som que os sapatos faziam no chão ao se dançar; é uma dança do agreste e sertão pernambucano, bailada somente por homens, que remonta da década de 20. O acompanhamento era puramente vocal, melodia simples, ritmo ligeiro, e letra agressiva e satírica. Atualmente a dança não é mais unicamente masculina e a figura dos pares já é bastante evidenciada. Tornou-se popular pelos cangaceiros do grupo de Lampião, que levado pelos pés destes imigrou de Pernambuco até o interior da Bahia.
O coco: dança de roda do norte e nordeste do Brasil, fusão da musicalidade negra e cabocla. Acredita-se que tenha nascido nas praias, daí a sua designação. O ritmo sofreu várias alterações com o aparecimento do baião nas caatingas e agreste. Como compositor que popularizou o ritmo podemos citar Jackson do Pandeiro.
O vanerão: é o forró dançado no sul do país. Caracteriza-se por ser uma dança em que os pares giram pelo salão com imensa mobilidade e rapidez.
As quadrilhas juninas: são de natureza rural, da tradição européia do culto ao fogo, anteriores ao cristianismo. A Igreja Cristã adaptou a festa de São João para absorver os cultos agrários pagãos. No Brasil a festa é acompanhada de muita música e dança: a quadrilha (dança das Cortes européias),o forró, o baião, o xote, o xaxado, e o Coco-de-Roda.
Atualmente o forró está sofrendo alterações em relação ao seu perfil original com o surgimento de novos grupos musicais e o sucesso que está fazendo entre os jovens. "A maioria destes grupos se formou após a febre da lambada, e a música que eles fazem é chamada de lambaforró ou oxentemusic. A dança também se modificou, assimilando passos da lambada (principalmente os giros)" afirma Dominguinhos. Diz, ainda, "que da mesma forma que o pagode ressuscitou sambistas antigos, como Martinho da Vila e Paulinho da Viola, os novos grupos de forró estão ajudando a divulgar o ritmo e suscitar interesse nos velhos mestres, como ele e Gonzagão". Podemos concluir, portanto, que o forró é um caldeirão de culturas de várias épocas e regiões que vai se modificando e se adaptando a cada geração.
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